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23 de maio de 2017
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23 de maio de 2017Marcada para 25 de maio, em Brasília, a próxima negociação permanente com a Caixa Econômica Federal tratará de temas pendentes nas últimas reuniões, entre elas: Saúde Caixa, verticalização, RH 184, repouso semanal remunerado, descomissionamento, além de reposição das vagas e informações sobre possível demissão coletiva veiculada na mídia.
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) irá insistir para que não aumente a participação dos empregados no custeio do Saúde Caixa. Na segunda rodada de negociação, em março, os representantes dos trabalhadores destacaram que cabe à Caixa discutir com o Banco Central e com o governo medidas para minimizar a situação do plano de saúde sem retirar direitos dos empregados.
Também cobrará posicionamento da empresa com relação às denúncias de práticas que violam a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, a exemplo do sistema que visa ranquear os empregados e o envio de mensagens aos telefones dos bancários para cobrar resultados e metas. Informações sobre promoção e descomissionamento arbitrários também estão na pauta.
RH 184
A nova versão do RH 184, implementado pela Caixa em 9 de maio, um dos itens da Campanha Nacional 2016, traz avanços na luta contra o descomissionamento arbitrário.
Apesar do descomissionamento continuar nas mãos do gestor, de não existirem salvaguardas aos empregados e exigências como no processo de comissionamento, entendemos que ocorreram melhorias uma vez que mantem o exercício e o pagamento da função por ao menos 60 dias e a eliminação da possibilidade de aplicar a dispensa na instauração da análise preliminar em processos disciplinares.
“É avanço modesto, entretanto garante ao empregado uma estabilidade de 60 dias e a oportunidade, dentro deste período, de corrigir a conduta, adequando-a à necessidade do banco”, destaca o secretário de Divulgação do Sindicato Antonio Abdan, que participa da CEE/Caixa.
Avaliadores de penhor
Discutida nas rodadas anteriores, as questões referentes aos avaliadores de penhor também serão levadas à reunião com a Caixa. Será cobrada a manutenção do adicional de insalubridade haja vista a existência de agentes que comprometem a saúde dos avaliadores.
Vitória dos trabalhadores
Outro tema a ser negociado é a situação do dia 28 de abril, quando aconteceu a Greve Geral contra as reformas da Previdência e trabalhista e contra o projeto de terceirização irrestrita, em curso pelo governo Temer. O Sindicato conquistou, via mandado de segurança, a proibição do desconto do referido dia até que a questão seja julgada.
“Entretanto, entendemos que a melhor forma de resolver é através do diálogo. Por isso, o assunto será tratado em mesa de negociação e que a Caixa dê o devido tratamento, ou seja, considere como movimento paredista os acontecimentos do dia 28 de abril”, pondera a diretora do Sindicato e representante da Contraf na CEE-Caixa Fabiana Uehara.
Lembrando que caso a Caixa descumpra a liminar, terá que pagar multa diária no valor de 1/30 avos do salário de cada empregado que tenha desconto em seu salário.
Fonte – Seeb Brasília

