Para o Itaú, Brasil crescerá 4% em 2018 – mas retomada depende de um fator crucial

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Para o Itaú, Brasil crescerá 4% em 2018 – mas retomada depende de um fator crucial

Banco destaca em relatório que a economia nacional está dando sinais, mas retomada ocorrerá gradualmente e dependerá da aprovação das reformas fiscais

O Brasil registra sinais de estabilização e aponta para retomada, mas será que a economia nacional pode ter em breve anos de expressiva expansão após uma das maiores recessões da história? O Itaú Unibanco aponta que sim, já projetando uma alta do PIB de 4% em 2018; antes disso, em 2017, a atividade econômica registrará expansão de 2%.

Porém, apontam os economistas do banco, isso nem de longe aponta para a volta dos “tempos de glória” do PIB brasileiro. O Itaú Unibanco aponta que a recuperação é cíclica e não significa um aumento do PIB potencial da economia brasileira. Além disso, a retomada irá ocorrer a partir de um patamar baixo de PIB. “Em nosso cenário, o PIB só recupera o seu nível pré-recessão após 2018, e, em termos per capita, apenas em 2020”, avaliam os economistas.

O Itaú aponta que a retomada da economia brasileira ocorrerá gradualmente. No primeiro momento, ocorrerá a estabilização do crescimento, como reflexo do ciclo de recomposição de estoques, movimento este que está ocorrendo já no segundo semestre desse ano.

A segunda etapa, por sua vez, é a volta do investimento, diante da desalavancagem das empresas, juros mais baixos e da evolução mais favorável dos preços das commodities.

“Os fundamentos apontam para uma retomada do investimento à frente. Em primeiro lugar, as taxas de juros irão cair. Esperamos que o Banco Central inicie um ciclo de corte de juros ainda em 2016, como já é antecipado pelas taxas de juros de mercado. Na nossa visão, a flexibilização monetária irá se estender pelo ano de 2017, favorecendo a expansão da demanda no ano seguinte. Em segundo lugar, projetamos que o cenário de estabilização dos preços das commodities se sustente nos próximos anos, também favorecendo a retomada do investimento”, avaliam os economistas.

“No entanto, a intensidade da volta do investimento depende do nível da alavancagem das empresas e da fraqueza do mercado de trabalho”.

O Itaú aponta que o crescimento do PIB de 2017, projetado em 2%, é mais limitado pela ainda elevada alavancagem das empresas. Por fim, mais adiante, a recuperação ganha força com a volta do consumo, reflexo da melhora do mercado de trabalho e dos juros menores.

“Durante a recessão, o consumo recuou 9%, voltando a patamares de 2011. Os juros elevados e a deterioração do mercado de trabalho explicam esse movimento. Mais adiante, ambos os fundamentos apontam para a recuperação do consumo. A recuperação do mercado de trabalho demora um tempo maior para ocorrer, uma vez que o emprego responde com defasagens ao ciclo econômico. Dessa forma, a retomada ganha força com a volta do consumo apenas a partir de 2018, junto com a retomada do mercado de trabalho”, avaliam.

Contudo, para a retomada, há um fator crucial: “o cenário de retomada depende crucialmente da aprovação das reformas fiscais”, avaliam os economistas do banco. Na pauta do governo para controlar a dívida pública, está a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do teto de gastos, além da reforma da previdência, entre tantas outras que devem tomar conta do Congresso no final deste ano e em 2017.

Especiais InfoMoney

Fonte –Infomoney

 

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