
Redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1
19 de agosto de 2026Rodada desta quarta-feira (19) tratou de diversidade, proteção às vítimas de violência doméstica, novas vagas e condições de trabalho. FEEBSC reforça que ainda há reivindicações importantes sem resposta do Banco.
A rodada de negociação específica entre a CONTEC e o Banco do Brasil, realizada nesta quarta-feira (19), apresentou avanços em temas relacionados à diversidade, proteção aos trabalhadores e ampliação de vagas de especialistas. Apesar disso, uma série de reivindicações da categoria continua pendente de resposta.
A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Santa Catarina (FEEBSC) participou da negociação representada por Luiz Francisco Cardoso, integrante das mesas de negociação BB/CONTEC.
A avaliação dos representantes dos funcionários é de que as respostas apresentadas até o momento ainda estão aquém das expectativas da categoria, especialmente diante do conjunto de reivindicações envolvendo questões econômicas, metas, assédio, condições de trabalho e pautas funcionais.
A cobrança ganha ainda mais importância diante da mobilização dos bancários prevista para esta quinta-feira (20), em meio à crescente insatisfação com o andamento das negociações da Campanha Salarial 2026.
Diversidade e igualdade de oportunidades
Entre os pontos apresentados pelo Banco do Brasil está a construção de uma cláusula para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) voltada à igualdade de oportunidades e às políticas de diversidade, equidade e inclusão. A previsão é que a minuta seja encaminhada aos representantes dos funcionários até sexta-feira (21).
O BB informou ainda que atualmente as mulheres representam aproximadamente 37% da alta liderança, com a meta de alcançar 50% até 2030. Em relação às lideranças pretas e pardas, o objetivo informado pelo Banco é chegar a 30% ainda em 2026.
Proteção às vítimas de violência doméstica
A negociação também abordou o protocolo criado pelo Banco no segundo semestre de 2025 para atendimento às vítimas de violência doméstica. Segundo os dados apresentados, desde sua implantação foram realizados 59 atendimentos — 52 envolvendo mulheres e sete homens.
O protocolo prevê medidas como acolhimento, orientação, acompanhamento psicológico e social, possibilidade de mudança do local de trabalho por razões de segurança e apoio financeiro em situações excepcionais.
Os representantes dos trabalhadores defenderam ainda a inclusão no ACT de estabilidade no emprego para vítimas de violência doméstica, conforme reivindicação apresentada pela categoria, ampliando a proteção aos funcionários que enfrentam essas situações.
Banco atualiza expansão das vagas de especialistas
Outro tema foi a criação de 600 vagas de especialistas. De acordo com o BB, as duas primeiras etapas do processo já abrangem 256 agências, localizadas em 241 municípios.
Considerando as entidades vinculadas à CONTEC, são 48 agências em 46 municípios, distribuídas pelas bases de dez federações.
Também foram discutidas as regras para deslocamentos realizados a serviço do Banco. O uso de veículo próprio continuará sendo excepcional e voluntário, mediante autorização prévia, com reembolso de R$ 0,92 por quilômetro, além do pagamento de pedágios mediante comprovação.
Fiscal de Operações do Agro entra na discussão
Durante a rodada, a CONTEC apresentou ainda uma nova cláusula encaminhada pela FEEB/PR, envolvendo questões relacionadas ao Fiscal de Operações do Agro. Por se tratar de um tema novo na mesa, o Banco informou que fará a avaliação da reivindicação e deverá apresentar uma resposta posteriormente.
FEEBSC cobra respostas concretas
Apesar dos pontos discutidos e dos avanços registrados, permanecem reivindicações importantes sem uma posição definitiva do Banco do Brasil. A instituição alegou que parte das demandas ainda está em análise interna e depende de disponibilidade de recursos.
Para Luiz Francisco Cardoso, representante da FEEBSC nas mesas de negociação BB/CONTEC, a categoria espera respostas mais efetivas.
“Reconhecemos os pontos em que houve avanço, mas ainda temos muitas reivindicações importantes aguardando respostas. Os funcionários do Banco do Brasil esperam que a negociação produza resultados concretos, principalmente diante das dificuldades enfrentadas diariamente nos locais de trabalho. A insatisfação com metas, pressão, assédio, condições de trabalho e outras questões precisa ser considerada pelo Banco. A mobilização da categoria demonstra que os trabalhadores querem avanços e valorização”, destacou Luiz Francisco.
A FEEBSC seguirá acompanhando as negociações junto à CONTEC, defendendo que os avanços sejam incorporados ao Acordo Coletivo e cobrando respostas para as reivindicações que permanecem pendentes.
Por Luiz Francisco Cardoso
Diretoria de comunicação – FEEBSC

