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Mercado de trabalho gera vagas precarizadas

Entregadores de serviços por aplicativos durante protesto em São Paulo por melhores condições de trabalho 19/03/2021 REUTERS/Amanda Perobelli

Os empregos gerados nos últimos meses só mostram o perfil de precarização no mercado de trabalho. As oportunidades atuais exigem menos escolaridade e que pagam menos, o que indica também uma proteção social menor.

Segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística Estudos Sócio Econômico), no segundo trimestre, a ocupação cresceu 9,9% em relação a igual período de 2021. Os ocupados com o ensino médio completo aumentaram 12,5% e os que tinham ensino superior, apenas 3,6%. As vagas que não exigem nenhuma instrução ou com menos de um ano de estudo tiveram alta de 31,4%.

Quanto ao rendimento médio, os ocupados com ensino superior foram os que tiveram maior perda no período, menos 5,6%. Maior até do que a média geral, de menos 4,7%. O grupo de trabalhadores sem instrução ou com menos de um ano de escolaridade teve ganho de 3,2%.

O Dieese conclui que a ocupação tem crescido, apesar da retomada lenta da atividade econômica pós-pandemia, entretanto revela um mercado de trabalho empobrecido e com poucas perspectivas de ascensão para os trabalhadores.

 

Fonte : O povo

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