
Governo tende a subir imposto, afirma ex-diretor do Banco Central
20 de dezembro de 2016
Governo faz pressão para que bancos públicos reduzam taxas de juros
20 de dezembro de 2016As revisões para baixo nas projeções de crescimento da economia em 2017 se devem à retração ainda mais forte do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, mas não mudam a perspectiva de retomada a economia a partir do primeiro trimestre, afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Ele destacou a desaceleração da inflação e ressaltou que “está cada vez mais claro que a retomada da economia ocorrerá”. “A expectativa é que o Brasil já trabalhe com crescimento no primeiro trimestre de 2017”, disse, após evento da Receita Federal, na Ilha Fiscal, no Rio.
Apesar disso, reconheceu Meirelles, o crescimento médio de 2017 ante 2016 ficará “num patamar baixo”. O boletim Focus desta semana, pesquisa do Banco Central (BC) com analistas do mercado financeiro divulgada às segundas-feiras, mostrou piora nas projeções de crescimento. Na semana passada, a média das estimativas apontava para alta de 0,7% no PIB do ano que vem. Ontem, essa média caiu para 0,58%.
“O mercado está revisando um pouquinho para baixo, mas é muito em função dessa queda pronunciada do PIB neste ano”, afirmou Meirelles. Segundo ele, o governo está prevendo alta do PIB de 2% no último trimestre de 2017 quando comparado ao quarto trimestre de 2016.
Para retomar a economia, disse, o governo está “tomando as medidas necessárias”, como a proposta de emenda constitucional (PEC) que controla o crescimento dos gastos públicos, a reforma da Previdência e “mudanças fortes na postura de combate à inflação”. O pacote de medidas microeconômicas é uma “agenda de aumento da produtividade”, segundo ele.
“É um projeto extenso de recuperação da economia, mas estamos partindo de uma base muito baixa. É a maior crise, a maior recessão do Brasil desde que o PIB brasileiro começou a ser medido”, afirmou.
Fonte – Estadão

