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12 de novembro de 2025A maioria (56%) dos profissionais que deixaram empregos CLT para abrir negócio próprio desejam retornar à carteira assinada, segundo uma pesquisa encomendada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e realizada pela Vox Populi e pelo Dieese.
O levantamento, feito com mais de 3,8 mil pessoas em todo o país, destaca ainda que o uso crescente do termo “empreendedor” tem sido confundido com o de “autônomo”, “o que cria uma narrativa enganosa.” Segundo a pesquisa, em cada seis trabalhadores por conta própria, um se identifica como empreendedor.
O termo foi glamourizado, mas esconde uma realidade dura de insegurança, ausência de direitos e desproteção previdenciária”, diz Everton Gimenis, vice-presidente da CUT-RS.
O estudo mostra ainda que a migração para a informalidade é motivada principalmente pela baixa remuneração no mercado formal, citada por 44,5% dos entrevistados. Outros 38,7% apontam as exigências de qualificação e experiência como barreiras. No entanto, a promessa de maior autonomia e renda não se confirma.
“Empreendedorismo de necessidade”
O levantamento avalia que o chamado “empreendedorismo de necessidade” ganhou força em períodos de crise econômica e desemprego.
Com a retomada da atividade e negociações salariais mais robustas, parte dos trabalhadores passou a reconhecer a importância da proteção garantida pelo emprego formal.
“O que se vê é justamente o contrário da ilusão vendida: jornadas extenuantes, custos arcados individualmente e uma exploração ainda maior”, avalia Tiago Vasconcelos, secretário de Relações do Trabalho da CUT-RS.
A pesquisa também revela contradições entre desejo e realidade. Entre trabalhadores formais, 40,9% dizem que gostariam de empreender. Já entre os autônomos, mais de 86% afirmam que poderiam ou gostariam de voltar à CLT.
Fonte: Times Brasil

