Brasil perde cinco posições no ranking de desenvolvimento humano da ONU

Pagamento de até R$ 1.045 do PIS é liberado nesta terça-feira
15 de dezembro de 2020
Dieese pesquisa Home Office em Bancos
15 de dezembro de 2020
Pagamento de até R$ 1.045 do PIS é liberado nesta terça-feira
15 de dezembro de 2020
Dieese pesquisa Home Office em Bancos
15 de dezembro de 2020

Brasil perde cinco posições no ranking de desenvolvimento humano da ONU

Apesar de ter aumentado levemente o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), passando de 0,761 para 0,765, o Brasil perdeu cinco posições no ranking global feito anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD/ONU). Os números divulgados nesta terça-feira, 15, são referentes a 2019 e ainda não refletem a crise provocada pela pandemia de covid-19

O índice mede, de forma resumida, o progresso de 189 países em três indicadores: renda, educação e saúde. Atualmente, o Brasil ocupa a 84ª posição.

Em comparação com 2014, ano de referência usado pela ONU, o País caiu duas posições, mas viu o índice passar de 0,756 para 0,765. O Brasil mantém-se na categoria “Alto Desenvolvimento Humano”.

A expectativa de vida teve um leve aumento, passando de 75,7 no ano anterior para 75,9 neste ano. A expectativa média é de 79,6 anos para as mulheres e 72,2 anos para os homens.

Na área de educação, o ranking considera que os brasileiros devem ficar 15,4 anos na escola. A realidade, no entanto, é outra. Na média, o tempo de estudo no País é de 8 anos — 0,2 a mais que no ano anterior. As mulheres passam mais tempo na escola, 8,2 anos. O tempo médio para os homens é de 7,7 anos.

O rendimento nacional bruto per capita, que mede o grau de desenvolvimento econômico de um país, foi de US$ 14.263 em 2019, uma melhora em relação ao número de 2018, de US$ 14.068.

Desigualdade de gênero

No Índice de Desigualdade de Gênero (IDG), que compara dados de direitos reprodutivos, empoderamento e mercado de trabalho dos homens e das mulheres, o Brasil perdeu seis posições e passou a ocupar o 95ª lugar entre os 189 países do ranking. Já no Índice de Desenvolvimento Relacionado a Gênero (GDI)

Mercado de trabalho: Cerca de 54,2% das mulheres acima de 15 anos estão inseridas no mercado de trabalho. Entre os homens, esse número sobe para 74,1%.

Educação: 61,6% das mulheres acima de 25 anos têm algum grau de educação secundária. O índice é menor entre os homens: 58,3%.

Participação política: As mulheres ocupam apenas 15% das cadeiras do Parlamento.

América do Sul

O Brasil ocupa o 6º lugar no ranking do IDH dos países da América do Sul. O Chile está na primeira posição, com IDH de 0.851. Em relação aos demais países do mundo, o Chile manteve o 43º lugar. A Argentina também manteve sua posição (46º). Veja o ranking do 10 melhores colocados:

  1. Chile – 0.851 (43º no mundo)
  2. Argentina – 0.845 (46º no mundo)
  3. Uruguai – 0.817 (55º no mundo)
  4. Peru – 0.777 (79º no mundo)
  5. Colômbia – 0.767 (83º no mundo)
  6. Brasil – 0.765 (84º no mundo)
  7. Equador – 0.759 (86º no mundo)
  8. Paraguai – 0.728 (103º no mundo)
  9. Bolívia – 0.718 (107º no mundo)
  10. Venezuela – 0.711 (113º no mundo)

Os comentários estão encerrados.