BB encerra sexta rodada sem respostas concretas e FEEBSC cobra avanços no ACT

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BB encerra sexta rodada sem respostas concretas e FEEBSC cobra avanços no ACT

Banco do Brasil mantém regras atuais em diversos pontos, rejeita reivindicações e deixa temas importantes em análise; FEEBSC participou da negociação por meio do dirigente Luiz Francisco Cardoso

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Santa Catarina (FEEBSC) participou, nesta sexta-feira (14), da sexta rodada de negociação entre a CONTEC e o Banco do Brasil para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A reunião terminou sem que o Banco apresentasse todas as respostas aguardadas para as reivindicações dos funcionários.

Durante a negociação, o BB rejeitou uma série de propostas, defendeu a manutenção das regras atualmente previstas no ACT em diversos pontos e manteve outras reivindicações em análise. Para a representação dos trabalhadores, a renovação do acordo não pode significar apenas a reprodução das condições atuais: é necessário avançar em direitos, carreira, condições de trabalho e valorização dos funcionários.

Entre os principais temas debatidos estiveram concurso público, metas, Plano de Cargos e Salários (PCS), descomissionamentos, jornada, teletrabalho, estabilidade, movimentação de pessoal e garantias sociais.

Concurso público segue sem avanço

A CONTEC reivindicou a contratação de 5 mil novos funcionários por concurso público, diante da necessidade de recomposição dos quadros. O Banco, entretanto, recusou a inclusão dessa obrigação no ACT e afirmou que pretende priorizar o dimensionamento e o remanejamento interno das equipes.

O BB também alegou que, devido às restrições relacionadas ao período eleitoral, não há expectativa de lançamento de novo edital neste ano. Durante a reunião, informou ainda a criação de 680 vagas de especialistas, principalmente para dependências que apresentam dificuldades de preenchimento.

Metas continuam no centro do debate

Outro ponto de destaque foi a política de metas. O Banco apresentou dados do projeto Revisa Metas, inicialmente testado em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo o BB, dos 162 pedidos de revisão apresentados, 50 foram deferidos, o equivalente a aproximadamente 31%.

A ferramenta deverá ser ampliada nacionalmente na segunda quinzena de agosto. Para a representação dos funcionários, porém, é necessário ir além e construir mecanismos que assegurem metas efetivamente atingíveis e condições de trabalho que não comprometam a saúde física e mental dos trabalhadores.

Carreira e descomissionamentos

Em relação à dispensa de função ou comissão por avaliação de desempenho, o Banco defendeu a manutenção das regras atualmente previstas no ACT. Também permanecem em avaliação reivindicações relacionadas ao Plano de Carreira e Remuneração (PCR), à ascensão profissional dos escriturários e ao Plano de Cargos e Salários (PCS).

O Banco também rejeitou propostas relacionadas à jornada de trabalho sem redução salarial, teletrabalho e trabalho híbrido, folgas compensatórias e folga de aniversário, entre outras.

Já reivindicações envolvendo estabilidade provisória e trava para remoção de escriturários continuam em análise.

Questões econômicas dependem da Fenaban

No campo econômico, o Banco do Brasil reafirmou que seguirá o índice que vier a ser definido na mesa nacional de negociação com a Fenaban.

Na rodada anterior com os bancos, foi apresentada uma proposta baseada em reajustes diferenciados conforme a faixa salarial, modelo rejeitado pelos representantes dos trabalhadores. A CONTEC defende tratamento isonômico e considera inadequada uma proposta que estabeleça percentuais distintos de reajuste entre os funcionários.

Com a pauta econômica ainda condicionada às negociações com a Fenaban e diversas cláusulas sociais sem respostas definitivas do BB, as tratativas específicas com o Banco do Brasil deverão prosseguir acompanhando o calendário da Campanha Salarial 2026.

FEEBSC cobra respostas e avanços

A FEEBSC esteve representada na mesa de negociação por Luiz Francisco Cardoso, que destacou a necessidade de o Banco apresentar respostas concretas às reivindicações dos funcionários.

“Não podemos chegar à renovação do Acordo Coletivo apenas mantendo aquilo que já existe. Os funcionários apresentaram reivindicações importantes sobre carreira, concurso público, metas, condições de trabalho e garantias sociais que precisam ser efetivamente analisadas. Esperamos que o Banco do Brasil reveja as negativas apresentadas e traga respostas concretas para os pontos que ainda estão pendentes. Nosso objetivo é renovar o ACT preservando direitos, mas também conquistando avanços para os funcionários.”

Diretoria de comunicação – FEEBSC

 

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