Decisão sobre Itaú impõe derrota bilionária à Receita

Termina fase de debates da reforma trabalhista com fóruns em assembleias legislativas
11 de abril de 2017
Rodrigo Maia diz que reforma trabalhista deve ser aprovada no dia 19
11 de abril de 2017
Termina fase de debates da reforma trabalhista com fóruns em assembleias legislativas
11 de abril de 2017
Rodrigo Maia diz que reforma trabalhista deve ser aprovada no dia 19
11 de abril de 2017

Decisão sobre Itaú impõe derrota bilionária à Receita

Operação Zelotes da Polícia Federal (PF) prendeu o ex-relator do processo sob a acusação de que ele tinha cobrado propina do Itaú para votar a favor do banco. Uma decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) impôs uma derrota bilionária à Receita Federal. Por cinco votos a três, o órgão decidiu na última segunda-feira que o Banco Itaú não tem de pagar 25 bilhões de reais em tributos pela fusão com o Unibanco.

A maioria do conselho entendeu que a estrutura societária utilizada pelos dois bancos no processo de fusão, em 2008, foi legal. Para a maior parte dos conselheiros, não caberia cobrar Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por ganhos de capital, quando um patrimônio se valoriza ao ser vendido.

Vinculado à Receita Federal, o Carf julga, na esfera administrativa, a cobrança de multas e de tributos em atraso. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional informou que vai recorrer à Câmara Superior, a máxima instância do Carf, para tentar reverter a decisão.

Para a Receita Federal, a fusão gerou ganho de capital de 17 bilhões de reais. Isso porque, em 2008, os acionistas do Unibanco receberam ações em duas etapas: primeiramente do Banco Itaú e depois da Itaú Holding (conglomerado que controla o banco).

Segundo o Fisco, as ações foram emitidas por 12 bilhões de reais, mas o Itaú recebeu 29 bilhões de reais ao repassar os papéis aos acionistas do Unibanco. A cobrança de tributos sobre a fusão do Itaú e do Unibanco é o processo de maior valor que tramita no Carf.

Em julho do ano passado, a Operação Zelotes da Polícia Federal (PF) prendeu o ex-relator do processo sob a acusação de que ele tinha cobrado propina do Itaú para votar a favor do banco.

Segundo a PF, a própria instituição financeira denunciou o advogado e colaborou com as investigações. O conselheiro foi desligado do Carf.

Procurado por VEJA, o Itaú disse, por meio de nota, que a posição do Carf vai ao encontro das decisões de outras instituições reguladoras. “O Itaú Unibanco esclarece que, no julgamento de hoje, o CARF ratificou a regularidade e legitimidade dos atos da fusão do Itaú com o Unibanco da forma como foram integralmente aprovados pelo Banco Central, pela Comissão de Valores Mobiliários e pelo CADE. Temos convicção de que a decisão do CARF será corroborada em todas as instâncias”, diz o texto.

(Eladio Machado/VEJA)

(Com Agência Brasil)

Fonte – VEJA

Os comentários estão encerrados.