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13 de abril de 2026Criminosos usam ligação, site falso e QR Code para invadir contas de clientes do Bradesco; banco diz que casos de falso gerente aumentaram; especialista orienta que vítima comunique banco e registre B.O. imediatamente
- Criminosos têm aplicado um novo tipo de fraude ao se passar por gerentes ou funcionários de banco para enganar clientes e desviar dinheiro de contas empresariais.
- Ao menos três vítimas, clientes do banco Bradesco, relatam prejuízos em São Paulo, com valores que, somados, passam de R$ 80 mil.
- Nos casos, o contato começa por WhatsApp ou telefone, com linguagem profissional e uso de informações sigilosas que aumentam a credibilidade, como o saldo bancário.
- Em seguida, os golpistas orientam as vítimas a acessar links específicos, escanear QR Codes ou inserir códigos dentro do aplicativo do banco — o que permite a realização de transferências e contratação de crédito.
- Especialista orienta que a vítima registre imediatamente um boletim de ocorrência e comunique o banco para tentar reduzir os prejuízos. Segundo ele, as instituições financeiras podem ser responsabilizadas.
Nos casos, o contato começa por WhatsApp ou telefone, com linguagem profissional e uso de informações sigilosas que aumentam a credibilidade, como o saldo bancário. Em seguida, os golpistas orientam as vítimas a acessar links específicos, escanear QR Codes ou inserir códigos dentro do aplicativo do banco — o que permite a realização de transferências e a contratação de crédito.
Os três episódios relatados ao g1 foram registrados em boletins de ocorrência como estelionato na capital, nos bairros de Vila Buarque e Jardins, e em Guarulhos. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que, em casos como este, as vítimas precisam fazer uma representação após abrirem o B.O. para dar continuidade às investigações (leia abaixo).
Uma das vítimas é a escritora e jornalista Claudia Castelo Branco, de 40 anos, moradora da Vila Buarque, no Centro da capital. Ela afirma ter perdido R$ 20,5 mil após ser orientada por supostos funcionários do banco a configurar o aplicativo da instituição na última segunda-feira (6).
Segundo ela, o contato começou por mensagens de um homem que se apresentou como sendo o novo gerente da conta. Sem desconfiar do criminoso, a escritora respondeu e pediu ajuda para configurar o aplicativo do banco após uma troca de celular. O suposto gerente afirmou que poderia resolver o problema remotamente e a orientou a entrar em contato com um “assistente” dele.
Em seguida, outro suposto funcionário conduziu uma ligação de cerca de 40 minutos, pedindo que ela acessasse um site e escaneasse um QR Code apresentado como sendo uma etapa de segurança.
Horas depois, a vítima percebeu duas transferências via PIX, uma de R$ 7 mil e outra de R$ 13,5 mil. Os valores foram enviados para uma empresa identificada como “TODO CARTÕES LTDA”.
Parte do dinheiro chegou a ser rastreada e está em processo de disputa com o banco, segundo ela contou ao g1, mas até a última atualização desta reportagem nenhum valor havia sido recuperado.
“Roubaram o dinheiro do livro que passei anos escrevendo”, lamentou a escritora. “Quero meu dinheiro e quero alertar todo mundo. Não tem que ter vergonha, temos que ir atrás do nosso direito.”
Ao procurar a gerente oficial da conta, indicada no aplicativo do banco, a escritora foi orientada a encerrar a conta por segurança. “Ela disse que possivelmente eles estavam no controle do aplicativo”, afirmou.
Ela destaca que não costuma movimentar valores altos por PIX, o que, segundo ela, poderia ter levantado alertas de segurança por parte do banco.
Fonte; G1

