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11 de janeiro de 2024Estudo conduzido por pesquisadores britânicos e estadunidenses revela que os ataques israelenses em Gaza estão exacerbando a crise climática internacional. Publicada no Social Science Research Network e divulgada exclusivamente pelo The Guardian, a pesquisa destaca que os primeiros dois meses do conflito emitiram mais gases na atmosfera do que a soma anual de 20 países mais vulneráveis às mudanças climáticas
Estudo conduzido por pesquisadores britânicos e estadunidenses revela que os ataques israelenses em Gaza estão exacerbando a crise climática internacional. Publicada no Social Science Research Network e divulgada exclusivamente pelo The Guardian, a pesquisa destaca que os primeiros dois meses do conflito emitiram mais gases na atmosfera do que a soma anual de 20 países mais vulneráveis às mudanças climáticas.
Os números impressionam, pois 281 mil toneladas de dióxido de carbono foram liberadas, sendo 99% atribuídas às ações de Israel, abrangendo voos militares, ataques de artilharia, bombas e veículos terrestres. Em contrapartida, os foguetes do Hamas contribuíram com 713 toneladas de CO2.
O estudo também revela que esta situação pode piorar. A reconstrução de Gaza projetada após o conflito adicionará emissões que ultrapassarão o total anual de 130 países.
O Guardian aponta a falta de pesquisas abrangentes sobre a questão ambiental de conflitos armados, citando a pressão dos EUA. Estimativas indicam que globalmente as forças armadas já são responsáveis por quase 5,5% das emissões de poluentes, superando as indústrias da aviação e transporte marítimo, combinadas.
Fonte: UOL

