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Trabalhador mais instruído é o que mais reduz associação a sindicatos, diz IBGE

A redução da sindicalização se dá entre os trabalhadores de todos os níveis de instrução, mas é mais intensa entre aqueles com ensino superior completo, mostra a PNAD Contínua Características adicionais do mercado de trabalho 2022, pesquisa divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de sindicalização entre os ocupados com ensino superior completo caiu de 28,3% em 2012 para 17,1% em 2019 e 14,5% em 2022. O percentual ainda é superior a todos os demais graus de instrução, mas foi o que teve retração mais intensa. A pesquisa não foi realizada em 2020 e 2021 por causa da pandemia, que reduziu a qualidade da amostra da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.

No grupo sem instrução e com ensino fundamental incompleto, a taxa fechou 2022 em 8,3%, ante 13,2% em 2012 e 10,2% em 2019. O menor engajamento sindical é entre os que têm ensino fundamental completo e ensino médio incompleto: 6,3% em 2022, ante 11,1% em 2012 e 7% em 2019.

Há tendência de queda da sindicalização qualquer que seja o nível de instrução, mas cai mais entre aqueles de ensino superior completo. A gente sabe que o ensino superior completo avançou muito nos últimos dez anos, principalmente entre os trabalhadores. Mas em contrapartida o crescimento robusto da população ocupada com nível superior não foi acompanhado por trabalhadores com ensino superior que sejam sindicalizados”, afirma a coordenadora das Pesquisas por Amostras de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

De 2012 a 2022, o número de pessoas ocupadas com nível superior subiu 76,0%. No ano passado, dos 9,1 milhões de trabalhadores sindicalizados, 70,7% (6,5 milhões) tinham pelo menos o ensino médio completo e 35,3% (3,2 milhões) tinham ensino superior completo.
Fonte: Valor econômico

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