Alta da taxa Selic beneficia poupadores ricos, mas não ajuda os mais pobres

Como rede Ricardo Eletro foi de 1.200 lojas e 28 mil empregados à falência
20 de junho de 2022
Após privatização, 9 dos 11 conselheiros da Eletrobras renunciam
20 de junho de 2022
Como rede Ricardo Eletro foi de 1.200 lojas e 28 mil empregados à falência
20 de junho de 2022
Após privatização, 9 dos 11 conselheiros da Eletrobras renunciam
20 de junho de 2022

Alta da taxa Selic beneficia poupadores ricos, mas não ajuda os mais pobres

Desigualdade

Alta da taxa Selic beneficia poupadores ricos, mas não ajuda os mais pobres

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram
  • Compartilhar no Twitter

Investidores com aplicações mais sofisticadas lucram com juros, enquanto rendimento da poupança perde para a inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira, 15, mais um aumento na taxa básica de juros da economia brasileira. A chamada taxa Selic subiu 0,5 ponto percentual e chegou a 13,25% ao ano – maior patamar desde 2017.

 

A decisão visa conter a alta da inflação, mas tende a desestimular o crescimento da economia, que já é baixo há anos. Isso deve dificultar a geração de empregos e comprometer a renda do trabalhador.

 

Apesar disso, para alguns poucos brasileiros, a elevação da Selic é uma boa notícia. Vai colaborar, inclusive, para que eles ganhem mais dinheiro, enquanto a população sofre com as consequências da decisão do Copom.

 

Estes brasileiros – a maioria deles ricos – têm recursos aplicados em fundos de investimentos, títulos de crédito bancário ou títulos da dívida pública. O rendimento desse tipo de aplicação é influenciado pela Selic. Por isso, tende a subir com a alta da taxa básica de juros.

 

Segundo pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), menos de 10% da população têm investimentos desse tipo, que renderão mais após a decisão do Copom.

 

A grande maioria dos brasileiros sequer tem dinheiro investido em bancos ou títulos. Eles representam 61% do total, segundo a Anbima.

 

Já 23% da população mantêm o que conseguiu guardar em cadernetas de poupança, justamente o tipo de investimento bancário que não ganha com a alta dos juros.

Fonte: Brasil de fato

Os comentários estão encerrados.