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Saúde Caixa e Covid-19: direção da Caixa não contrata e joga empregados uns contra os outros

Retorno irresponsável ao trabalho presencial para desviar o foco do Saúde Caixa

Em live na última quinta 21, a direção da Caixa anunciou o retorno dos empregados completamente imunizados ao trabalho presencial nas agências a partir do dia 3 de novembro.

O anúncio, feito de forma unilateral, sem negociação, além de contradizer informação anterior da direção do banco, que estendia o Projeto Remoto Simplificado até 31 de dezembro, gerou confusão e suscitou muitas dúvidas nos trabalhadores.

“Este anúncio, além de contrariar recomendações científicas e sem o devido debate dos protocolos de retorno, é uma armadilha para desviar o foco dos empregados da votação da proposta de sustentabilidade para o Saúde Caixa”

“A direção da Caixa, ao que tudo indica, quer a rejeição da proposta. Por isso, joga com a confusão. Por isso, fez essa live de quinta. Por isso, convoca para o retorno sem organizar os empregados e sem os gestores saberem como se dará esta volta”, enfatiza Dionísio.

Negociação

Em negociação realizada na sexta 22, a representação dos trabalhadores criticou a decisão unilateral da direção do banco e cobrou esclarecimentos sobre a convocação para retorno presencial.

“Cobramos respeito aos empregados e ao processo negocial, atropelado por esse anúncio, e também esclarecimentos. Trabalhadores do grupo de risco ou que residam com pessoas do grupo de risco devem entrar em contato com os canais disponibilizados pela Caixa e, no caso de retorno insatisfatório por parte do banco, devem acionar o Sindicato”, orienta Dionísio.

Para o dirigente, a discussão sobre o retorno dos empregados do grupo de risco ao trabalho presencial revela um problema de fundo, a falta de empregados.

“Muitas vezes um empregado, sobrecarregado na agência, cobra o retorno do colega do grupo de risco, mas não percebe que para melhorar suas condições de trabalho o que é necessário são mais contratações. Temos mais de 20 mil aprovados no concurso de 2014 e, apesar das cobranças e da nossa vitória na Justiça, o ritmo de contratações está muito lento, principalmente em São Paulo”, conclui.

Fonte: Seeb/SP

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