
Governo quer estimular vinda de mais bancos estrangeiros no País
10 de janeiro de 2017
Quatro bancos dominam 77% do crédito e “ditam” taxas de juros do país
10 de janeiro de 2017Expectativa de que inflação de 2016 tenha ficado dentro da meta e que desemprego e recessão perdurem neste ano aumentam pressão para que Banco Central acelere o ritmo de corte da taxa básica de juros na reunião desta semana
O temor de que a economia brasileira continue em recessão e que o desemprego permaneça em alta neste ano tem reforçado as apostas do mercado na aceleração do ritmo de queda da taxa básica de juros (Selic), hoje em 13,75% ao ano. O último corte foi de apenas 0,25 ponto percentual. Para 75% dos analistas, o Banco Central (BC) reduzirá os juros em 0,5 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje e termina amanhã. Os 25% restantes esperam uma queda de 0,75 ponto percentual, que levaria a Selic para 13% ao ano. Até 4 de dezembro, somente 5% apostavam em um corte maior.
A expectativa de que a inflação de 2016 tenha fechado o ano dentro do teto da meta, de 6,5%, faz com que a pressão pelo aumento do ritmo de queda ganhe ainda mais força. Conforme o Boletim Focus, divulgado ontem pelo BC, a mediana dos analistas aposta que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tenha ficado em 6,35% no ano passado. Para 2017, a projeção é que chegue a 4,81%. A estimativa para o crescimento da economia, entretanto, se mantém em 0,5%. Com as revisões e o temor de que o país enfrentará mais um ano de recessão, muitos creem que os juros terminarão o ano em 10,25%.
Na opinião do economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, o BC deve reduzir os juros em 0,5 ponto percentual em janeiro. Para ele, diante da ligeira melhora das expectativas para a carestia, das surpresas baixistas com a inflação corrente e da expectativa de recuperação mais gradual da economia em 2017, o BC possui elementos suficientes para acelerar o ritmo de queda dos juros. “No mesmo dia, o IBGE divulgará o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, para o qual projetamos alta de 0,34%. Apesar da aceleração em relação a novembro, essa elevação continuará muito abaixo da sazonalidade do período”, destacou.
Aceleração
As apostas de que a queda da Selic será mais forte se intensificaram após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar o nível de produção industrial de novembro, que recuou 1,1% em relação ao mesmo mês de 2015.
Fonte – Correio Brasiliense

