CAMPANHA SALARIAL – FENABAN

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A Federação dos Bancários de Santa Catarina, através do presidente Armando Machado Filho, participou por videoconferência na tarde de  hoje (22) de  mais uma reunião entre a Comissão Nacional de Negociação e a FENABAN.

A FENABAN Insistiu na retirada de direitos, apesar de recuos pontuais dos bancos, como em relação à 13ª cesta-alimentação e a apresentação de uma proposta para o Home Office.
200 mil trabalhadores bancários estão em casa atuando através de “teletrabalho”. Entre essa semana e semana que vem deveriam retornar 100 mil bancários aos postos de trabalho, a FENABAN apresentou proposta que quem está em teletrabalho devido a pandemia continuaria na mesma regra evitando inclusive a volta dos 100 mil ao trabalho na próxima semana. Por outro lado seria criado o “teletrabalho pós pandemia” com outras regras mas que permitiria “ordinariamente” e em períodos “fora da pandemia” que funcionários ficassem trabalhando em casa um, dois, ou até mais dias. Na proposta da FENABAN o empregado seria avisado com 48h de antecedência e teria que dar “seu aceite”.

Ainda na rodada a Fenaban,  uma nova proposta de distribuição da PLR mas mantendo o rebaixamento, somente apresentando garantia do calendário dos pagamentos.

Os bancos continuam querendo reduzir o valor da PLR. Pela proposta apresentada neste sábado, o percentual do salário retornaria ao patamar que vigorou entre 1997 e 2007, e o da parcela adicional retornaria ao patamar de 2012. Além disso, os valores fixos teriam redução de 10%, retornando ao patamar entre 2016 e 2017, e o fator acelerador da regra básica retornaria ao patamar de 2007.

Com todas as alterações de rebaixamento propostas pela Fenaban, somadas ao menor patamar de lucro dos bancos em 2020 – em função do aumento das provisões para devedores duvidosos -, a redução na PLR recebida pelos bancários pode chegar até a 48%.

Na nova proposta, também rejeitada pelo Comando, a Fenaban manteve o rebaixamento do percentual da parcela adicional de 2,2% para 2% do lucro líquido. Também manteve a redução no acelerador da regra básica de 2,2 salários para 2 salários. São justamente esses fatores que têm maior impacto na PLR dos três maiores bancos privados: Itaú, Bradesco e Santander.

Regra Básica – Hoje a CCT determina que a regra básica da PLR corresponde a 90% do salário + Fixo de R$ 2.457,29, com limite individual de R$ 13.182,18, e desde que não ultrapasse 12,8% do lucro líquido do exercício. Nesta segunda proposta apresentada pela Fenaban, seria 81% do salário + Fixo de R$ 2.211,56, com limite individual de R$ 11.863,96, e desde que não ultrapasse 12,8% do LL do exercício.

Parcela adicional – A CCT determina que a parcela adicional da PLR corresponde a 2,2% do lucro líquido do exercício dividido pelo número de empregados elegíveis, com limite individual de R$ 4.914,59. A segunda proposta da Fenaban prevê: 2,0% do LL do exercício dividido pelo número de empregados elegíveis, com limite individual de R$ 4.423,13.

Quanto a gratificação de função também foi mantida pela FENABAN a redução apresentada em reuniões anteriores.

É importante lembrar que também na mesa de sexta 21, os bancos ofereceram reajuste zero para os bancários, o que resultaria em perda de 2,65% nos salários e hoje mantiveram a proposta.

Na avaliação do Presidente Armando Machado Filho “Não aceitamos a retirada de direitos e a rodada de hoje foi bastante difícil,  a categoria quer valorização e não redução de seu poder aquisitivo ou extinção de direitos conquistados em décadas de lutas. Os bancos são o setor mais lucrativo da economia, mesmo com a crise gerada pela pandemia. Não têm justificativa para propor retrocessos”.

Reforçamos que o Movimento Sindical permanecerá reunido durante o final de semana de forma permanente visando manter contato com a FENABAN.

 

Federação dos Bancários de Santa Catarina

Armando Machado Filho

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