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22 de fevereiro de 201725ª Reunião Plenária da Executiva Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), evento que acontece nos dias 20 e 21 de fevereiro, em Brasília (DF), reúne representantes de todos os Estados da federação.
Seu objetivo principal é ampliar os debates sobre as reformas da previdência e trabalhista, assim como traçar estratégias de luta da Central para 2017.
Ricardo Patah, presidente nacional da UGT, lembrou que, no último Congresso, a Plenária reforçou que a Central, por defender um modelo de sindicalismo cidadão, ético e inovador, é uma entidade reformista. “A UGT defende reformas, mas, ao nosso ver, o governo inverteu as prioridades, já que acreditamos ser prioritárias as reformas fiscais e de Estado para contribuir com a geração de emprego e renda para a população”, disse Patah.
O líder ugetista enfatizou que a reforma política, que é contemplada na proposta de reforma de Estado, atende a uma das maiores reivindicações vistas durante as manifestações de 2015, que é justamente a moralização do sistema político brasileiro.
Em relação à proposta de reforma trabalhista, Patah foi firme ao defender que é preciso ficar atento à representação dos trabalhadores em local de trabalho, pois, da forma que está apresentada, enfraquecerá a representatividade do movimento sindical. “Será como colocar a raposa para tomar conta do galinheiro, já que esse representante poderá ser indicado pelo patronal”, explicou Patah.
“O cenário é crítico. O impeachment aconteceu há um tempo e o que vemos é que o governo atual tem atitudes parecidas com o antigo, pois temos cinco ministros envolvidos na operação Lava Jato. Para piorar, esse ambiente não é isolado, já que o Ministério Público emitiu a nota técnica n°2 que fala tão mal do movimento sindical, que tem parágrafo dizendo que os sindicatos são ligados a organizações criminosas. Isso é muito ruim”, reforçou Ricardo.
Nesses dois dias, os dirigentes ugetistas debaterão propostas para que a organização da classe trabalhadora possa vencer os desafios propostos. Assim, a UGT espera sair fortalecida para lutar contra a reforma da previdência, negociar com o governo as propostas da reforma trabalhista e contribuir para que o Brasil retome o rumo do crescimento, com desenvolvimento social e melhor distribuição de renda para a população.
Por Fábio Ramalho – Imprensa UGT
Fonte – UGT

