Três em 10 brasileiros buscam crédito para pagar dívidas

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Três em 10 brasileiros buscam crédito para pagar dívidas

Três em cada quatro brasileiros dizem que já buscaram ou contrataram crédito em algum momento de sua trajetória financeira. Mais da metade deles (52%) afirma ter feito isso no último ano. Os dados foram divulgados pelo estudo “Finanças Regionais: as diferenças na relação com o dinheiro entre os estados do Brasil”, realizado pela Serasa em parceria com a Opinion Box.

Os estados com consumidores que mais contratam e buscam limite extra são Pará (83%), Amazonas (80%), Mato Grosso do Sul (80%), Rio de Janeiro (79%) e Goiás (79%). Alagoas, por sua vez, aparece no fim do ranking, com apenas 69%.

Cartão de crédito (53%) e empréstimo pessoal (48%) são os métodos mais populares no país. Além disso, os brasileiros afirmam que recorrem a crédito consignado (21%) e cheque especial (13%).

De acordo com a pesquisa da Serasa, a busca por limite extra ocorre principalmente para pagar dívidas (35%), limpar o nome (21%) e pagar despesa inesperada (19%). Cuidar da saúde (12%), fazer compras de supermercado (10%) e empreender (10%) também figuram entre os principais motivos.

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Já levantamento realizado entre consumidores que utilizam o cartão de crédito revela que quase 115 milhões de brasileiros só conseguiram conquistar seus sonhos porque puderam comprar na modalidade de parcelamento sem juros. A pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva para entidades ligadas ao setor de comércio e serviços mostra a importância do crédito na economia e as possíveis consequências do fim do parcelado sem juros. Ainda segundo a sondagem, o parcelamento sem juros está mais presente em categorias com tíquete médio mais alto, como eletrodomésticos, viagens e eletroeletrônicos, demonstrando o importante papel do consumo planejado. Entre os compradores de itens essenciais da chamada linha branca, como geladeira, fogão e micro-ondas, nos últimos 12 meses, por exemplo, cerca de 76% afirmam que parcelaram suas compras. Esse mesmo número de brasileiros também conquistou o tão sonhado passeio graças ao parcelamento da viagem e da hospedagem sem acréscimos.

A pesquisa também aferiu que, entre quem comprou eletroeletrônicos, como TVs e computadores, no último ano, 71% parcelaram as compras, assim como 67% entre os que adquiriram peças de vestuário e 61% entre quem adquiriu serviços de educação/cursos, tiveram acesso graças à diluição dos valores sem acréscimo no crédito.

Cerca de 113,5 milhões de brasileiros (74% dos pesquisados), teriam que adiar seus sonhos se não tivessem essa opção na hora de adquirir um bem ou serviço. Apenas 11% das pessoas discordaram dessa afirmação. A preferência por esse modelo pode ser observada, ainda, quando se avalia a amostragem de pessoas que optariam por uma nova compra de R$ 1.000 em 10 vezes sem juros no cartão de crédito a 12 vezes com juros no crediário.

Cerca de 80% dos consumidores brasileiros (aproximadamente 123,3 milhões de pessoas) desistiriam da compra de alguns produtos e serviços se a empresa não desse a opção de parcelar sem juros, apurou o levantamento. 78% dos entrevistados informaram que comprariam menos do que costumam atualmente, caso não fosse mais possível dividir sem juros, adiando seus sonhos.

A sondagem indicou os setores que seriam mais prejudicados: 64% declararam que o fim do parcelamento sem taxas prejudicaria muito no consumo de eletrodomésticos; 63% indicaram o setor de eletrônicos; 57% responderam passagens aéreas/hospedagem; e 53% apontaram o ramo de educação/cursos. O estudo evidencia que os consumidores também se opõem ao fim do parcelamento sem juros. Um recorte mostra que 102 milhões de brasileiros são contra o fim dessa modalidade.

A pesquisa também revelou que há maior parcela de inadimplentes entre quem não tem cartão de crédito do que entre aqueles que possuem – 53% das pessoas que estão com os pagamentos atrasados não utilizam cartão de crédito contra 34% dos que fazem uso desse recurso.

O levantamento questionou também se os brasileiros acreditam que ficariam mais endividados caso os parcelamentos no cartão passassem a ter juros. Aproximadamente 77% responderam que ficariam devendo caso todas as compras tivessem algum acréscimo. Isso representaria quase 117,4 milhões de pessoas a mais com dívidas.

A apuração foi feita entre os dias 30 de agosto e 11 de setembro de 2023 com 1.000 consumidores das classes A, B, C, D e E. A pesquisa quantitativa de autopreenchimento com portadores de celular ouviu homens e mulheres com mais de 18 anos. Foi encomendada pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços (Afrac), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Monitor mercantil

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