Transferências noturnas pelo PIX estão limitadas a R$ 1 mil a partir desta segunda (4)

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Transferências noturnas pelo PIX estão limitadas a R$ 1 mil a partir desta segunda (4)

A regra foi estabelecida pelo Banco Central como uma maneira de dar mais segurança nas transferências para pessoas físicas e também para evitar, ou pelo menos minimizar, casos de sequestro-relâmpago ou roubos noturnos.

Por medida de segurança, transferências noturnas pelo PIX vão ter limite de valor a partir desta segunda-feira (4).

Para onde a gente olha, está lá a plaquinha: aceitamos PIX. Seja nas doações para a escultura de areia, seja para comprar milho verde do Toninho Cabeludo. Para Dorival, que vende quentinhas, o PIX veio em boa hora.

“É melhor, que não tira taxa da máquina. É mais rápido e mais econômico para gente, no caso”, diz Dorival Rocha Leite.

Hoje, já são 106 milhões de pessoas e empresas usando a tecnologia. O Banco Central estima que só em setembro as transferências por PIX somaram R$ 500 bilhões. Mas como o mecanismo de transferência de recursos opera em tempo real, 24 horas, também virou alvo de criminosos. Por isso, começa a valer nesta segunda-feira, para as pessoas físicas, a regra que limita o valor de transferências bancárias à noite pelo PIX.

Entre 20h e 6h, o limite máximo será de R$ 1 mil. Não vale para transações feitas por empresas.

A regra foi estabelecida pelo Banco Central como uma maneira de dar mais segurança nas transferências feitas pelo PIX, e também para evitar, ou pelo menos minimizar, casos de sequestro-relâmpago ou roubos noturnos.

“Assim como já havia uma preocupação com os cartões de crédito, com algumas limitações e bloqueios no período noturno, a gente entende que é bastante razoável essa medida para que evite golpes, evite transações inoportunas ou até mesmo outros tipos de prejuízo ao consumidor”, diz o advogado José Pinheiro.

Se o cliente quiser, pode até alterar o valor de R$ 1 mil. Para reduzir, a mudança é imediata. Se for aumentar, vai ter que esperar pelo menos 24 horas pela autorização do banco.

O limite é em quem paga. Para quem está recebendo, ele pode receber qualquer valor”, explica Ângelo Duarte, chefe do Dep. de Competição do Banco Central.

A Federação dos Bancos reforça que um cliente atento pode ajudar a prevenir fraudes.

“Caso você receba qualquer link, solicitação ou ligação pedindo uma transação que você não faça, confirme se de fato essa transação é devida, se alguém está lhe pedindo dinheiro, quem é. Porque muitas vezes se trata de uma fraude”, afirma o diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban, Adriano Volpini.

Fonte: G1

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