Trabalhadores denunciam adoecimento em fábricas de Adidas, Nike e Puma

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Trabalhadores denunciam adoecimento em fábricas de Adidas, Nike e Puma

As camisetas das seleções que disputam a  Copa do Mundo do Catar 2022 exibem, lado a lado, os escudos dos países que conquistaram vagas na disputa e os logotipos de grandes marcas esportivas. Nike, Adidas e Puma dominam os uniformes exibidos no país árabe: entre os 32 times que estão no Mundial, apenas seis não têm contrato com alguma dessas empresas.

Mas enquanto o maior evento de futebol do mundo movimenta as vendas e faz crescer o faturamento das empresas de material esportivo, no Brasil, trabalhadores das fábricas licenciadas para as três marcas precisam silenciar as próprias dores e lesões causadas pelo esforço repetitivo ao longo de jornadas de até 10 horas diárias. Há outros problemas, que vão desde salários achatados até a restrição de idas ao banheiro – mesmo para mulheres gestantes – encaradas como distração que podem comprometer as metas industriais.

A Repórter Brasil ouviu 12 sindicatos de trabalhadores de três regiões brasileiras que produzem para as marcas da Copa do Mundo no sul, sudeste e nordeste do país e entrevistou vários empregados do setor. As conversas revelam uma rotina de desorganização, falta de unidade e impotência diante de uma indústria que impõe condições hostis de trabalho em busca de índices cada vez mais altos de produtividade.

As marcas internacionais e as empresas donas das fábricas brasileiras ressaltam que são feitas auditorias regularmente nas linhas de produção e que seguem rigorosamente a legislação trabalhista.

“A Nike está profundamente comprometida com a fabricação ética e responsável e em garantir que todas as pessoas que fabricam nossos produtos sejam respeitadas e valorizadas”, informa a fabricante das camisetas da seleção brasileira.

 

Fonte: IG

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