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8 de agosto de 2024O projeto-piloto da semana de 4 dias no Brasil chegou ao fim e trouxe uma redução média de seis horas trabalhadas por semana nas 19 empresas ativas no experimento. A temporada de testes, que durou seis meses, foi considerada bem-sucedida pelas empresas e funcionários.
Das 21 empresas de vários setores do País que entraram no projeto-piloto para testar a viabilidade do modelo, 19 decidiram seguir com a redução de tempo, mantendo o modelo proposto, ampliando o tempo de teste ou fazendo adaptações. O experimento propõe 100% de produtividade, trabalhando 80% do tempo e com 100% do salário.
Veja como as empresas decidiram seguir:
8 empresas adotaram oficialmente a semana de 4 dias de forma permanente, sem intenção de voltar ao modelo anterior;
7 organizações devem estender o teste até o final do ano;
Uma companhia está expandindo a jornada reduzida para outras áreas específicas;
As outras 3 ainda estão decidindo quais ajustes serão necessários.
Uma empresa do Rio Grande do Sul saiu do programa por causa dos eventos climáticos extremos que atingiram parte do estado, enquanto outra decidiu se desligar do projeto devido a uma mudança na direção da companhia.
Ao longo do projeto, a organização implementou algumas estratégias para evitar que os funcionários ficassem além do expediente para dar conta das demandas.
O período de foco, sem interrupções ou distrações (como uma pausa para conversar no café), e reuniões mais curtas foram mudanças significativas para a produtividade da empresa que adota o modelo 100% presencial.
Segundo Renata Rivetti, o gerenciamento de tempo e a priorização de tarefas foi um grande desafio para as participantes. “Por exemplo, as reuniões são frequentemente longas e mal administradas”, afirma.
Uma dificuldade apontada pelos líderes é a manutenção da produtividade na quinta, para o caso das empresas que adotaram a sexta como o dia de folga, conforme análise descrita no documento. “Por vezes tem-se a sensação de que a redução da produtividade na sexta feira (que faz com que algumas empresas adotem a ‘short Friday’) acaba sendo transportada para a quinta”, relata o documento.
Ao final do experimento, a empresa notou um aumento de 10% no faturamento e uma melhora de 19% nos resultados. A transição foi bem recebida pelos clientes. “Inclusive, enfatizou uma característica nossa, que é ser uma empresa atenta aos movimentos do mundo”, resume o sócio.
Rodízio de folgas e autonomia da equipe
Roberta Faria, 42, também estava preocupada com a recepção dos clientes diante da mudança. Ela é CEO da Mol Impacto, empresa que vende livros para redes de varejo e reverte os valores para doações a ONGs. A executiva temia que a nova jornada afetasse a rede de parceiros. Mas o efeito foi oposto.
“Acabou se tornando um exemplo inspirador para eles (clientes)”, conta Roberta.
Fonte: Terra

