
Síndrome de burnout acomete 30% dos trabalhadores brasileiros
31 de outubro de 2023
Brasil volta a ter a maior taxa de juro real do mundo
2 de novembro de 2023O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou um novo corte de 0,50 ponto percentual na Selicnesta terça-feira (1º) e deu sinais de que o ciclo de afrouxamento da taxa deve continuar por mais tempo.
Os dirigentes do Banco Central anteveem reduções de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário.
O economista-chefe da Nova Futura, Nicolas Borsoi, afirma que, no cenário local, o Copom seguiu com a visão de desaceleração da economia e reconheceu a melhora nos últimos dados de inflação, apesar de seguir em níveis altos.
Por outro lado, os dirigentes deixaram claro que o cenário global exige atenção. “O Comitê não mudou a visão sobre o cenário de riscos, mas afirmou que a conjuntura internacional incerta exige cautela na condução da política monetária”, diz.
Até onde vão os cortes da Selic?
Segundo Borsoi, o objetivo do Copom é adequar o grau de restrição da política monetária, diante da queda da inflação e da desaceleração da atividade.
“A manutenção do trecho sobre riscos fiscais, a maior importância de 2025 para a política monetária e a frase sobre os próximos passos nos fazem crer que o Copom seguirá com 0,50 ponto percentual até, pelo menos, março de 2024”, avalia.
O economista espera cortes de 0,50 p.p. nas reuniões de dezembro de 2023 e de janeiro e março do ano que vem. Já em junho de 2024, a redução deve cair para 0,25 p.p.
“Vemos um comunicado bastante em linha, com um tom levemente dovish, o que nos leva a esperar que a taxa Selic feche 2023 em 11,75% e 2024 em 10%, o que deve ancorar a ponta curta da curva de juros local”, ressalta.
Fonte: Infomoney

