
Bolsonaro confirma que Ministério do Trabalho vai acabar
8 de novembro de 2018
Salário mínimo em outubro deveria ser de R$ 3.783,39, segundo Dieese
8 de novembro de 2018Após reunião com Temer, o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse que o governo estuda uma reforma por medidas infraconstitucionais
O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, participou da primeira conversa sobre o tema com os integrantes da equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Embora o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), tenha dito que o presidente Michel Temer (MDB) estuda uma reforma por medidas infraconstitucionais, ele garantiu nesta quarta-feira (7/11) que não houve discussões sobre alternativas para a proposta que está parada no Congresso.
A conversa foi boa e com um nível técnico elevado, elogiou Caetano. “Achei o grupo bem intencionado nessa primeira reunião. Eles demonstraram interesse em saber mais detalhes da nossa proposta de reforma da Previdência e o que mudou entre o texto original e o último substitutivo da Câmara. A conversa foi nesse sentido”, explicou. A impressão foi positiva, acrescentou o secretário. Eles chegaram há dois dias e o processo ainda está no começo. Mas acho que, aos poucos, a agenda vai ficar mais definida”, completou.
O arranjo para se aprovar uma atualização nas regras para aposentadoria ainda em 2018 não será simples. De acordo com fontes próximas a líderes de bancadas, não há interesse em recolocar a reforma da Previdência para votar, mesmo após as mudanças no feitas no último substitutivo do projeto. Antes do arquivamento da matéria, no início do ano, o governo contava com 275 votos, mas tudo indica que esse número não é mais o mesmo.
O governo não atualizou a contagem, mas uma nova mudança poderia reverter esse quadro, avalia o economista Otto Nogami, professor de Finanças do Insper. “Não há dúvidas de que a reforma da Previdência não será aprovada do jeito que está. O governo atual e o novo vão ter que adequá-la para que a rejeição não seja tão grande, como reduzir a idade mínima”, avaliou.
Contudo, Nogami alerta para o fato de que será preciso considerar que as diferenças regionais. “Um trabalhador rural não tem a mesma expectativa de vida do trabalhador urbano. E isso não pode ser ignorado para que a rejeição não seja tão grande. Além disso, as autoridades precisarão voltar a explicar melhor a necessidade dessa reforma, de forma mais didática, para que a resistência diminua”, completou.
Fonte – Correio Braziliense

