Quais são os perfis de profissionais mais leais ao trabalho, segundo pesquisa

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Quais são os perfis de profissionais mais leais ao trabalho, segundo pesquisa

O que os profissionais mais experientes esperam do mercado de trabalho? Enquanto alguns já buscam a aposentadoria, outros trabalhadores mais seniores buscam novos desafios e conhecimentos. Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Bain & Company, que entrevistou 40 mil pessoas, em 19 países, incluindo o Brasil, à medida que os profissionais envelhecem, eles procuram atuar em:

  • Atividades que consideram interessantes e que ofereçam flexibilidade;
  • Muitos têm como objetivo aprimorar seus conhecimentos;
  • Outros buscam funções nas quais é possível causar um impacto positivo na sociedade;
  • A maior parte também busca retorno financeiro, mas esse ponto tem mais relevância para as faixas etárias mais baixas.

Qual a relação entre idade e satisfação no trabalho?

Formar uma equipe diversa no quesito de idade pode trazer diversas vantagens para as organizações, principalmente quando o assunto é lealdade, afirma Alfredo Pinto, head office da bain para América do Sul.

“Pesquisas da Bain indicam que funcionários das faixas etárias mais altas tendem a apresentar maior lealdade às companhias nas quais atuam.”

O executivo também reforça que os profissionais mais seniores têm maior probabilidade de recomendar a companhia onde trabalham e menor chance de deixar a empresa em busca de outro emprego.

“Além disso, esses trabalhadores também relataram maior satisfação com sua vida e com o trabalho, indicadores que estão relacionados a uma maior produtividade,” diz o executivo.

Como alcançar e manter esses profissionais?

Para atrair e reter esses trabalhadores, a pesquisa da Bain identificou três pontos:

  1. Entender sua motivação. Antes dos 60 anos, o trabalhador médio nos mercados desenvolvidos é motivado principalmente por uma boa remuneração. Por volta dos 60, há um ponto de inflexão. O trabalho interessante se torna o principal atributo do dia a dia, e tanto a autonomia quanto a flexibilidade aumentam significativamente em importância.
  1. Requalificar para os próximos 10 anos. Entre os funcionários com idades entre 55 e 64 anos, 22% dizem que precisam de mais habilidades tecnológicas. Para que eles ganhem essa qualificação, as empresas precisam criar programas que atraiam essa parcela de profissionais que buscam por um trabalho interessante, incentivando seus gestores a motivar a participação de todas as faixas etárias.
  2. Respeitar seus pontos fortes e permitir que atuem naquilo que fazem melhor, dando espaço para que orientem os mais novos. Trazer para o local de trabalho os benefícios únicos de trabalhadores mais experientes pode fortalecer a cultura corporativa para todos.

    Quais são os perfis dos trabalhadores?

    Um dos insights dessa pesquisa é que praticamente todos os profissionais se enquadram em uma das seis categorias de trabalhadores arquétipos que refletem nossas diferentes motivações no trabalho – mas um dos recortes da pesquisa mostra que à medida em que os profissionais envelhecem, a participação de “Doadores” cresce, enquanto a dos “Pioneiros” tende a cair.

  1. Operadores: preferem estabilidade, previsibilidade e atuam em prol da sua equipe, mas encontram motivação fora do trabalho;
  2. Esforçados: são ambiciosos, competitivos e excelentes em planejamento; geralmente disciplinados, buscam caminhos bem definidos para o sucesso;
  3. Artesãos: buscam a perfeição em seu trabalho, gostam de autonomia e se dedicam àquilo que amam sem se preocupar com status;
  4. Doadores: altruístas, valorizam o trabalho que melhora a vida dos demais e adicionam um toque mais humano às organizações;
    1. Exploradores: gostam de variedade e experiências diversificadas e preferem flexibilidade e autonomia em vez de segurança;
    2. Pioneiros: querem mudar o mundo, têm forte identificação com seu trabalho e querem transformar seus anseios em realidade, mesmo que isso envolva riscos.

    “Os Doadores, caracterizados por sua dedicação, experiência e disposição em compartilhar conhecimentos, tornam-se colaboradores-chave para que os times sejam mais humanizados e desenvolvam um maior senso de equipe”, afirma Head da Bain.

 

Fonte: Exame

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