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12 de março de 2019Pressionada por educação, inflação de fevereiro avança e fica em 0,43%
SCA_4256 SÃO PAULO 22/10/2013 - METROPOLE - PERSONAGEM/OBJETIVO - Colégio Objetivo foi classificado como a escalo com melhores resultados no último Enem entrevista com alunos do terceiro ano do ensino médio. 1- Igor Perroso Gonçalves. 2 - Eduardo Faraldo Knopf - 3- Liara Guinsberg.FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.

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No segundo mês do ano, os preços voltaram a subir. De acordo com os números do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), compilados pelo IBGE, a inflação acelerou para 0,43% em fevereiro, na comparação com janeiro. No acumulado em 12 meses, o percentual se mantém abaixo do centro da meta de 4,25% estipulada para 2019: 3,89%.
O que influenciou nesta alta foram, principalmente, os setores de educação e e de alimentos, em especial os feijões. Embora as mensalidades escolares tenham registrado o menor reajuste em oito anos, o grupo foi o que mais contribuiu para a aceleração do indicador de fevereiro.
Os especialistas já projetavam uma alta dos preços em fevereiro, entretanto, um pouco mais modesta. De acordo com a mediana dos analistas consultados pela Bloomberg, o indicador avançaria 0,38% no segundo mês do ano.
O impacto do grupo educação foi motivado, principalmente, por conta do reajuste das mensalidades dos cursos regulares, cujos valores subiram cerca de 4,58% em fevereiro. Este foi o mais elevado impacto individual sobre a inflação do mês. O ensino fundamental foi o que teve a maior alta: 6,61%.
Além deste setor, outro destaque para a alta do IPCA de fevereiro foi o grupo dos alimentos. A alimentação no domicílio foi a que teve o maior impacto, influenciado pelas altas do feijão carioca (51,58%), da batata inglesa (25,21%), cujos preços dispararam nos supermercados e feiras livres , e das hortaliças (12,13%).
— A alta dos alimentos em fevereiro teve influência do clima. Cereais e leguminosas, em especial o feijão, tiveram a maior alta. Esta categoria, além do clima, também subiu por causa da redução de área plantada, o que afeta a oferta do produto nos mercados consumidores — explicou Fernando Gonçalves, coordenador do Índice de Preços do IBGE.
Somados, os grupos Educação e Alimentos representaram cerca de 84% da inflação de fevereiro.
Em linhas gerais, a inflação mostra-se controlada. Na avaliação dos economistas, este cenário é influenciado, principalmente, pela atividade econômica ainda fraca e pelas expectativas sobre como o indicador vai encerrar o ano.
— A economia ainda em recuperação moderada, junto a um mercado de trabalho cuja criação de vagas formais ainda está contida, contribuem para o controle da inflação. Mas este não é o único aspecto que influencia neste cenário — explica Felipe Salles, economista do Itaú Unibanco.
Salles indica que as expectativas de uma inflação controlada também reforçam o cenário de inflação dentro da meta:
— Quando os agentes do mercado projetam que a inflação ficará controlada no no, isso reflete no presente. Ao negociar preços, caso os comerciantes percebam que o poder de compra no futuro pode ser corrompido, tentam aumentar os preços no presente para mitigar possíveis perdas.
No mais recente Boletim Focus, do Banco Central (BC), os economistas consultados estimaram que a inflação vai encerrar 2019 em 3,87%, abaixo da meta do governo.
Fonte – Jornal Extra

