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Presidente do BB fala em ‘briga boa’ com bancos privados sobre quem tem maior rentabilidade

Segundo Fausto Ribeiro, o patamar de resultado do banco no segundo trimestre, com lucro recorde de R$ 7,8 bilhões, “veio para ficar”

O presidente do Banco do BrasilFausto Ribeiro, afirmou que o patamar de resultado do banco no segundo trimestre, de lucro recorde de R$ 7,8 bilhões e retorno sobre patrimônio (ROE) de 20,6% “veio para ficar” e que a briga com os pares privados sobre quem tem a maior rentabilidade “vai ser boa”.

Desde 2012 o BB não superava os resultados dos rivais. “Nós estamos há mais de dez anos lutando para retomar a liderança na questão do ROE, trabalhando duro para recuperar a margem financeira. Seguramente, observando o perfil da nossa carteira e nossa margem, esse patamar de resultado é perfeitamente sustentável. Nos últimos seis trimestres, até mais, temos uma trajetória consistente de resultados sempre crescentes, com índices controlados de inadimplência e com eficiência operacional”.

O vice-presidente financeiro, Ricardo Forni, ressaltou que o índice de eficiência de 33,2% é o melhor da série histórica.

Inadimplência

Durante a coletiva de imprensa, Forni afirmou que a inadimplência ainda não deve alcançar neste ano índices anteriores à pandemia. “Vemos um cenário de inadimplência subindo, é uma questão do mercado como um todo”.

Ele admitiu que a inadimplência de pessoa física cresceu em patamar importante, a despeito da qualidade da carteira como um todo. “Em linhas onde vimos inadimplência aumentar acima do esperado, já temos muita ação no risco de crédito, visando controle da carteira”, comentou.

O presidente do BB reforçou a mensagem, explicando que o banco tem uma inadimplência bem abaixo da média do mercado, com um índice de cobertura bastante elevado, o que dá conforto para crescer em linhas de maior risco/retorno. “Estamos crescendo em linhas de maior risco com muito cuidado, atenção, para manter inadimplência muito controlada.” Segundo Ribeiro, ainda que haja um eventual aumento da inadimplência em PF, isso deve ser compensando pelo agro, onde o índice está melhorando.

Sobre a revisão para cima no guidance (projeção) da despesa com provisão para devedores duvidosos (PDD), Forni comentou que ele foi feito porque a carteira cresceu acima do esperado. “Sem o aumento da carteira, talvez a revisão do guidance de PDD não fosse necessária”. Ele apontou que, momento, a melhor estimativa é olhar centro do novo guidance de PDD.

Sobre o guidance para margem financeira, Forni explicou que ele reflete o desempenho acima do esperado em operações de crédito e tesouraria. Ele lembrou ainda que o índice de capital foi impactado pelo aumento do RWA (ativos ponderados pelo risco), em função do crescimento da carteira.

Forni também afirmou que o BB teve uma recuperação de crédito robusta, de R$ 2 bilhões no segundo trimestre, o que ajudou a reduzir o resultado líquido da PDD.

Lembrou ainda que a carteita de negócios sustentáveis é 31,8% do total de carteira ampliada.

Dividendos

Forni afirmou também, durante a coletiva, que o banco entende a demanda da União – acionista controlador – para que a instituição aumente dividendos, mas reforçou que a decisão é sempre técnica e baseada na necessidade de capital para que a carteira do banco continue crescendo.

“Nós já pagamos um payout (porcentagem de distribuição dos lucros da empresa) compatível com bancos privados, é de 40% para todos nossos acionistas”, afirmou Ribeiro. “Precisamos de capital compatível fazer frente ao que está no guidance, para continuarmos emprestando”, reforçou. O capital de Nível 1 do BB caiu para 12,49% em junho, de 12,71% em março e 13,49% em junho de 2021.

Ele disse ainda que o BB já paga dividendos oito vezes por ano. “Somos referência para outras empresas públicas”. O Tesouro também havia pedido que as estatais aumentassem a frequência do dividendo.

Já na teleconferência com analistas, Forni disse que o banco vai avaliar um incentivo que hoje existe para um payout maior, mas que, no momento, 40% é adequado.

“O que estamos fazendo é o planejamento, estamos crescendo a carteira em nível superior ao que esperávamos até o fim do ano, e o payout é adequado e atrativo”, afirmou Forni. “O incentivo a um payout maior existe, vamos sempre avaliar”, completou o VP.

Já o presidente do BB disse que a melhor forma de atender ao desejo do acionista “é melhorar o resultado”.

Fonte : Valor.Globo

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