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Pix Parcelado começa a operar em setembro; entenda como o meio de pagamento vai funcionar

Nova modalidade vai permitir parcelamento direto, ampliar o acesso ao crédito e aquecer as vendas do comércio, mas especialistas alertam para risco de endividamento

Consumidores e lojistas deverão ter acesso ao Pix Parcelado, nova modalidade do sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, a partir de setembro. O recurso permitirá que compras sejam divididas em parcelas, sem a necessidade de cartão de crédito. Procurada pelo O DIA, o Banco Central (BC)  informou em nota que no fim do próximo mês serão divulgadas as “regras de funcionamento para padronizar o produto, uniformizar a experiência do usuário, facilitar acesso da população, garantir transparência e estimular o uso consciente desse crédito.”

Especialistas avaliam que a funcionalidade deve se tornar um marco no sistema financeiro nacional. Para João Fraga, CEO da Paag, empresa de meios de pagamento, o Pix Parcelado é uma espécie de carnê digital, que é adaptado aos tempos atuais. Além disso, ele ressalta que a operação é semelhante a um empréstimo pessoal, em que o banco assume o risco e cobra juros conforme o perfil do cliente. “Essa nova funcionalidade permitirá que o pagador parcele uma compra; desta maneira, contrata-se o crédito pelo aplicativo do banco. O valor total da compra é pago imediatamente ao recebedor, isso garante a liquidez para o vendedor”, diz.

Na avaliação de Fraga, o modelo pode reduzir a dependência do cartão de crédito. “O Pix parcelado pode, no futuro, reduzir substancialmente o uso do cartão de crédito para compras de parcelas no comércio brasileiro, já que oferece um modelo mais barato, transparente e imediato para lojistas e consumidores. Porém, no curto a médio prazo, deve coexistir como complemento, estimulando a concorrência entre os meios de pagamentos, o que é benéfico para todo o sistema financeiro e para o varejo”, avalia

Fraga acrescenta ainda que o Pix Parcelado coloca o Brasil em posição de vanguarda no cenário internacional:

“O Brasil se destaca internacionalmente devido à criação do Pix e ao seu potencial inovador. […] O lançamento do método de pagamento despertou reações internacionais, especialmente dos EUA, que iniciaram uma investigação sobre práticas comerciais desleais, preocupados com o impacto da inovação brasileira na indústria global de cartões de crédito. O Brasil está na vanguarda mundial da inovação em pagamentos digitais.”

A fundadora da Aarin, uma empresa de tecnologia que desenvolve e oferece soluções financeiras, Ticiana Amorim, também vê potencial para mudanças no consumo. Para ela, o Pix Parcelado traz a lógica do parcelamento, só que de uma maneira digital, instantânea e muito mais prática. “Distinto do carnê tradicional, ele ocorre dentro do ecossistema do Pix, com liquidação imediata para o lojista e maior conveniência para o consumidor”, explica.

Fonte:  O dia

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