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6 de outubro de 2017
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6 de outubro de 2017Brasiliense continua pagando valores que não refletem a redução nas refinarias da Petrobras. Nos últimos sete dias, a estatal reduziu o custo do combustível em 7%, mas revendedores não fizeram o mesmo movimento. Algumas cobram até mais caro pelo litro nas bombas.
O Correio percorreu 27 postos de combustível para comparar preços. Em nenhum deles constatou-se queda de, pelo menos, 6% no preço da gasolina vendida ao consumidor, em relação à semana passada. O que mais chegou perto de oferecer uma redução desse nível foi o posto da rede Ipiranga localizado na 115 Norte, que, nesse período, apresentou recuo de 5,5% no preço cobrado na bomba.
Em alguns postos, o preço da gasolina se manteve. É o caso de um revendedor da Petrobras, localizado na 103 Norte, que, ontem, cobrava R$ 4,14 pelo litro da gasolina. A situação é ainda pior em um estabelecimento da mesma rede, localizado no Setor Hoteleiro Norte. Em uma semana, o preço subiu 3,53%. Nos últimos três dias, a alta foi ainda maior, de 6,2% (veja arte).
O contraste entre os preços praticados no varejo e o movimento de queda nas refinarias deixa indignado o servidor público Eronilton de Jesus, 46 anos. “É o mesmo sentimento de quando ouvíamos falar que o valor caía no exterior e o mesmo não acontecia aqui. É simplesmente revoltante”, criticou.
Desde 30 de junho, a Petrobras segue um modelo de correção dos preços dos combustíveis que leva em conta as condições do mercado. Pesam nas análises questões como a taxa de câmbio e as cotações internacionais do petróleo e dos derivados. Os reajustes podem ser diários, ou seja, não há mais um represamento artificial, como ocorria na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.
Para Eronilton, o trabalho da estatal ainda é insuficiente. “O preço da gasolina está pela hora da morte. Por mim, que o governo privatize a Petrobras se isso ajudar a reduzir o preço dos combustíveis”, disse. Com o orçamento familiar mais apertado para acomodar as despesas com o combustível, ele reduziu as viagens que fazia com a família nos fins de semana para o interior de Goiás.
O peso do combustível no orçamento familiar tende a diminuir. A MacroSector Consultores avalia que não há tendência de alta no horizonte de 12 meses no preço do barril de petróleo. Diante do baixo crescimento da economia mundial, a expectativa é de que a demanda fraca pela commodity possa manter os preços baixos, efeito que deve se refletir na nova política da Petrobras. Já o impacto disso para o consumidor deve vir com o tempo. “A tendência é que, cedo ou tarde, os preços na ponta também diminuam. É uma transição que nem sempre é instantânea”, destacou a consultoria.

