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10 de janeiro de 2023A cesta básica aumentou durante 2022 em 17 diferentes capitais brasileiras, com altas de até 18%, e o trabalhador chegou a comprometer até 60% do salário mínimo para comprar os alimentos. Os dados foram levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
As capitais com as maiores altas, em comparação a dezembro de 2021, aconteceram em Goiânia, com 17,98%; Brasília, com 17,25%; Campo Grande, com 16,03% e Belo Horizonte, com 15,06%.
Mesmo com o maior aumento proporcional, a cesta básica com o maior valor registrado pela pesquisa foi encontrada em São Paulo, custando R$ 791,29, representando 70,58% do salário mínimo. O menor valor encontrado foi em Aracaju, com R$ 521,05.
Segundo a Dieese, o trabalhador que recebe o salário mínimo precisou comprometer aproximadamente 60,22% de sua remuneração com a cesta básica. Em comparação ao mesmo período de 2021, a média registrada era de 58,91%.
Dentro dos itens essenciais, 8 dos 13 produtos registraram altas em todas as capitais estudadas: leite integral, pão francês, café, banana, manteiga, farinha de trigo, batata e farinha de mandioca. Outros itens, como o óleo de soja e o arroz registraram aumentos, porém em 16 e 15 cidades, respectivamente.
A inflação acumulada do preço dos alimentos chegou a 10,91% em novembro do ano passado.
De acordo com a pesquisa, o valor correto do salário mínimo deveria ser de R$ 6.647.63, 5,5 vezes maior em comparação ao valor vigente em dezembro, de R$ 1.212. Segundo a mesma pesquisa, o valor necessário para o salário mínimo seria de R$ 5.800,98, 5,3 vezes maior da quantia de 2021, de R$ 1.100.
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O levantamento inclui gastos contabilizando despesas como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência Social.
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Dieese, coleta preços das cestas básicas por 17 capitais brasileiras.
Confira a lista do aumento da cesta básica por capital:
Goiânia: 17,98%
Brasília:17,25%
Campo Grande: 16,03%
Belo Horizonte:15,06%
Belém: 14,83%
São Paulo: 14,60%
Rio de Janeiro: 12,98%
Fortaleza: 12,94%
Porto Alegre: 12,11%
Florianópolis: 11,55%
Curitiba: 11,17%
Natal: 10,35%
Salvador: 10,13%
Vitória: 10,09%
João Pessoa: 9,99%
Aracaju: 8,99%
Recife: 6,15%
(Fonte: Brasil Econômico)

