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17 de maio de 2019
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17 de maio de 2019O Paraná Banco registrou um lucro líquido de R$ 75,7 milhões nos três primeiros meses do ano, um crescimento de 40,2% em comparação ao mesmo período de 2018. Frente ao último trimestre do ano passado, houve avanço de 31%. Esse foi o melhor resultado trimestral do banco na sua história.
O resultado foi alcançado devido à reversão das provisões para pagamento de devedores duvidosos. Houve redução de 21,2% nas despesas com essas provisões, que passaram a R$ 177,8 milhões no primeiro trimestre de 2019.
“A reversão das provisões foi feita devido ao pagamento de valores que estavam atrasados referentes a repasses de Estados em empréstimos consignados de servidores, principalmente de Minas Gerais”, explicou Cristiano Malucelli, presidente do Paraná Banco, ao Valor.
O Paraná Banco vem reduzindo cada vez mais a exposição aos empréstimos consignados estaduais, que representavam 35% do total de empréstimos de janeiro a março do ano passado, mas passaram a 29% no mesmo período deste ano. Por outro lado, empréstimos para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) subiram de 31% para 37%.
Segundo Malucelli, a tendência é de o banco sair das operações de consignado para servidores estaduais. “Ainda temos uma visão pessimista para a situação de Estados e municípios, principalmente pelas discussões de reforma da Previdência.”
Como consequência desse movimento, a carteira de crédito do banco caiu 5,2% no primeiro trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018, para R$ 3,4 bilhões. Segundo Malucelli, os empréstimos para aposentados e pensionistas têm um tíquete menor.
O resultado da intermediação financeira somou R$ 156,7 milhões no primeiro trimestre, uma queda anual de 13,2%. As despesas com pessoal cresceram 27,5% no período, para R$ 14,8 milhões, enquanto as despesas administrativas caíram 21,4%, para R$ 40,9 milhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 23,4%, um avanço de 5,8 pontos percentuais. Já o Índice de Basileia estava em 27,6% nos três primeiros meses do ano, avanço de 7,9 pontos frente ao mesmo período do ano passado. Malucelli admite que o indicador está alto, mas diz que ele deve sustentar o crescimento futuro da operação.
Fonte: Valor Econômico

