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10 de outubro de 2022Um menino de 3 anos do interior do Pará testou positivo para o vírus da poliomielite após apresentar sintomas. Mas o governo continua investigando outras possibilidades
No caso a contra a pólio, já faz a primeira vítima no Brasil depois de a doença ter sido erradicada no Brasil. O contágio pelo vírus por uma criança de 3 anos é investigado pela Secretaria Estadual de Saúde do Pará. De acordo com uma “Comunicação de Risco” emitida pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/SESPA), o caso de paralisia, com teste positivo para poliovírus (Sabin Like 3), foi detectado por meio da metodologia de isolamento viral em fezes.
O comunicado, no entanto, afirma que é preciso afastar outras possibilidades. “Outras hipóteses diagnósticas não foram descartadas, como Síndrome de Guillain Barré.” Trata-se de um distúrbio autoimune, em que o próprio sistema imunológico ataca parte do sistema nervoso central que se conecta com outras partes do corpo. Por causa disso, a investigação continua sendo feita conforme protocolos de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde.
A criança que testou positivo para pólio é um menino, residente do município de Santo Antônio do Tauá, no interior do estado. Os primeiros sintomas, incluindo febre, dores musculares, mialgia e paralisia flácida aguda (PFA), surgiram no dia 21 de agosto. Algumas semanas depois, ele perdeu a força nos membros inferiores, sem conseguir se manter em pé.
A coleta de fezes foi realizada no dia 16 de setembro e encaminhada ao Laboratório de Referência do Instituto Evandro Chagas. O laudo, com o resultado positivo para Sabin Like 3 foi emitido na última terça-feira (4).
O caso não chega a surpreender, embora a doença já tenha sido erradicada do Brasil em 1994. Também chamada de paralisia infantil, a doença contagiosa aguda, causada por um vírus (poliovírus selvagem), pode ser letal conforme a proporção da infecção no cérebro. A doença fez milhões de vítimas em todo o mundo durante décadas.
Em alguns casos, põe em risco a musculatura dos membros inferiores ou mesmo daqueles envolvidos na respiração e deglutição. E pode também afetar adultos.
A baixa cobertura vacinal vem sendo alertada por diversos especiaistas e pesquisas, como a da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Esta aponta que a redução na vacinação de crianças, adolescentes e pessoas de grupos de risco, observada a partir de 2013, acentuou-se com a pandemia de covid-19. É um grave problema de saúde pública, porque compromete a imunidade coletiva e favorece a formação de bolsões de pessoas vulneráveis.
Fonte: G1

