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6 de outubro de 2021Campanha reforça a atenção sobre o tumor mais incidente em mulheres no mundo, após o câncer de pele não melanoma
Não é à toa que o câncer de mama ganha destaque durante todo este mês, com a campanha Outubro Rosa. A ideia é chamar a atenção para a luta contra a doença, reforçar a importância dos hábitos saudáveis e adotar uma rotina de exames para o rastreamento, e para isso, a informação é grande aliada. Apesar de ser o tumor mais comum em mulheres no mundo, após o câncer de pele não melanoma, e a principal causa de morte por câncer para elas no Brasil, o câncer de mama ainda pode causar dúvidas. Pensando nisso, os especialistas do Hospital do Câncer em Uberlândia, Juliano Cunha, mastologista e cirurgião oncológico, e Lara Marques, pesquisadora em saúde coletiva do Núcleo de Projetos, Prevenção e Pesquisa em Câncer do Hospital esclarecem aspectos sobre a doença e compartilham orientações para as mulheres cuidarem da sua saúde.
Somente para este ano, a estimativa é que sejam diagnosticados mais de 66 mil novos casos desta neoplasia no país, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O tumor é a principal causa de morte por câncer em mulheres no Brasil, com 18.295 óbitos previstos pela doença, sendo 18.068 deles na população feminina e apenas 227 homens, também de acordo com o Instituto. A conscientização sobre a doença é fundamental e para saber mais sobre o câncer de mama, confira algumas dúvidas esclarecidas pelos especialistas:
Quais fatores aumentam o risco da doença?
“Um dos principais fatores de risco para o câncer de mama é a idade, pois cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. Além disso, há os fatores comportamentais como a obesidade, inatividade física e tabagismo, que também são significativos tendo em vista que cerca de 30% dos casos do tumor poderiam ser evitados com a mudança destes hábitos. Há ainda os fatores da história reprodutiva e hormonal, como o uso de contraceptivos e os fatores hereditários, como casos de câncer na família. Mas vale lembrar que a presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá a doença, entretanto é válido intensificar a atenção e conversar com um médico para uma avaliação individual”, comenta a pesquisadora Lara.
Quais as orientações para a realização de exames de rastreamento?
“É possível detectar o câncer de mama em fases iniciais na grande maioria dos casos, propiciando que tratamentos de menor agressividade sejam indicados e com grandes chances de sucesso, para isso, a realização dos exames de rastreamento é uma importante estratégia a ser adotada. A mamografia é o exame mais recomendado, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, a partir dos 40 anos, as mulheres devem realizar o exame anualmente, uma vez que a maioria dos casos, sendo cerca de 74%, ocorre na faixa etária entre 40 e 50 anos. Mulheres que fazem o exame periodicamente têm mais chances de diagnosticar o câncer de mama antes do desenvolvimento de qualquer sintoma físico e consequentemente mais chances de cura, chegando a 90% de possibilidade”, ressalta o Dr. Juliano.

