Otimista, Banco Central deve elevar previsão do PIB brasileiro

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Otimista, Banco Central deve elevar previsão do PIB brasileiro

03 Jul 2001 --- Chart --- Image by © H. Prinz/CORBIS

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou que o aumento no poder de consumo da população tem sido determinante para a retomada da atividade. Crescimento deste ano pode chegar a 0,7% ou 0,8%. Projeção deve ser anunciada amanhã por Ilan Goldfajn.

A perspectiva do governo e do mercado financeiro é de que o Banco Central (BC) aumente a projeção de crescimento da economia brasileira nesta quinta-feira, quando divulgará o Relatório Trimestral de Inflação. A expectativa é de que a autoridade monetária eleve a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 0,5% para 0,7% ou 0,8%. Os mais otimistas acreditam que a estimativa poderá ser ainda maior, de 1%.

A confiança se deve, principalmente, ao comportamento do consumo das famílias, que representa 60% do PIB. No último relatório, a previsão do BC era de que houvesse variação zero neste ano, mas, de acordo com dados divulgados no início deste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento registrou alta de 1,4% no segundo trimestre, sendo o principal responsável pelo crescimento de 0,2% do PIB no período.

Ontem, durante encontro com investidores em Nova York, nos Estados Unidos, o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou que o aumento no poder de consumo da população tem sido determinante para a retomada da atividade. Na reunião, Ilan destacou que o Brasil está passando por um período de “desinflação e recuperação econômica” e que o cenário é resultado das medidas tomadas pelo governo e da flexibilização da política monetária. “As reformas e os ajustes são essenciais para sustentar a redução da inflação e a recuperação da economia”, disse.

O presidente do BC enfatizou que considera apropriada a desaceleração no ritmo de corte da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o fim de outubro. A expectativa do mercado é que a taxa seja reduzida em 0,75 ponto percentual, após três cortes consecutivos de um ponto.

Fonte – Correio Braziliense

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