Os bancos que mais lucraram na década após a crise de 2008

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Os bancos que mais lucraram na década após a crise de 2008

JPMorgan, Wells Fargo, e Goldman Sachs tiveram resultado melhor do que nos dez anos anteriores

Crise, que crise? Os grandes bancos mundiais não se lembram mais de 2008. Naquele ano, o Lehman Brothers implodiu, o mercado de securitização de hipotecas caiu por terra e o sistema financeiro global levou um tombo. Esses acontecimentos foram seguidos por uma série de resgates feitos pelos governos e novas regulamentações, com o mundo político tentando colocar mais ordem no comportamento lucrativo porém arriscado que floresceu antes da quebra. A expectativa era de que no futuro, os bancos fossem mais seguros – ainda que rendessem menos lucros.

Dez anos depois, porém, três dos maiores bancos dos Estados Unidos – JPMorgan, Wells Fargo, e Goldman Sachs – lucraram mais do que na década que antecedeu a crise, que supostamente seria o período da formação da bolha. Outras instituições, como Bank of America, Citigroup e Morgan Stanley, não se saíram tão bem no pós-crise. O levantamento foi feito pelo Quartz. Os períodos considerados foram 1998 até o primeiro trimestre de 2008 e do segundo trimestre de 2008 ao primeiro trimestre de 2018.
O grande vencedor foi o JPMorgan, que acumulou lucros de US$ 200 bilhões na última década, quase o dobro do que arrecadou nos 10 anos anteriores. O Wells Fargo também se destaca, indo de menos de US$ 80 bilhões para mais de US$ 190 bilhões em lucros entre 2008 e o primeiro trimestre de 2018. O Goldman Sachs, que deixou de ser apenas um banco de investimentos e agora tem operações mais diversificadas, lucrou US$ 20 bilhões a mais na década após a crise.

Os que mais perderam foram o Citigroup e o Bank of America. Eles foram os que mais geraram lucros na década que precedeu a quebra, mas perderam rendimentos depois disso.

No geral, após toda a conversa sobre reprimir os excessos que marcaram boa parte dos anos 2000 no setor financeiro, os seis maiores bancos dos EUA acumularam cerca de US$ 643 bilhões em lucros nos últimos dez anos – mais do que os US$ 634 bilhões da década anterior.

Fonte – Época Negócios

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