
Tribunais regionais do trabalho aderem à greve
27 de abril de 2017
Bradesco vê alta de 13% no lucro ajustado no trimestre, para R$ 4,6 bi
27 de abril de 2017OAB, igrejas e outras entidades ampliam apoio à greve geral
Bancarios realizam assembleia para definir os rumos da greve por tempo indeterminado, decretada na noite de ontem, em Brasilia, DF, dia 08 de outubro de 2008. As reivindicaes incluem um aumento real de 5% nos salrios, valorizao dos pisos salariais, aumento do valor e simplificao da distribuio da participao nos lucros, vale-refeio de R$ 17,50, cesta-alimentao de R$ 415, contratao de funcionrios - sobretudo caixas -, diminuio das tarifas bancrias e ampliao da licena maternidade e paternidade. (Nelson Antoine/FOTOARENA)
Todo o conjunto do sindicalismo brasileiro – Sindicatos, Federações, Confederações e Centrais – se engaja na greve geral
O movimento cresce e recebe apoio de entidades da sociedade civil, como OAB, igrejas e movimentos sociais. Entidades sindicais estrangeiras também manifestam apoio.
Enquanto o movimento cresce, o governo agressor de Temer perde base política – o PSB rejeita as reformas e o senador Renan Calheiros (PMDB de Temer) faz críticas públicas. Nova pesquisa – do Instituto Ipsos – indica que a popularidade do governo desce ao nível da sarjeta.
Tudo caminha para uma greve geral forte e nacional, com manifestações diferenciadas na forma, mas iguais no conteúdo: repúdio rotundo às reformas neoliberais e antinacionais do governo ilegítimo e golpista.
A GREVE
A adesão à paralisação contra as reformas neoliberais do governo Temer não para de crescer. Rodoviários, metroviários, bancários, carteiros, metalúrgicos, petroleiros, portuários, comerciários, químicos, eletricitários, servidores e professores de escolas públicas e particulares em diversos Estados, além de uma série de outras categorias em todo o País, decidiram se somar à paralisação nacional.
APOIO
Bispos católicos estão convocando a população a se somar ao movimento. Entre eles, dom Manoel Delson Pedreira da Cruz (Paraíba), dom Fernando Saburido (Olinda e Recife), dom Anuar Battisti (Maringá-PR), dom Pedro Casaldáliga (São Félix do Araguaia-MT) e dom Guilherme Antonio Werlang (Catalão-GO), além do Comitê das Igrejas de Belo Horizonte.
Líderes da Igreja Metodista publicaram um manifesto conclamando o povo a lutar “contra leis que tiram direitos conquistados sob muita luta”. Outras igrejas evangélicas, entre elas Aliança Evangélica e Igreja Luterana, assinaram manifesto contra as reformas e chamam a população para a greve geral.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil encaminhou segunda (24) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, Carta Aberta pleiteando a suspensão da votação da reforma trabalhista. O documento foi subscrito por entidades como Anamatra (juízes trabalhistas) e Ministério Público do Trabalho.
A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil divulgou no final de março nota assinalando que a Constituição de 1988 estabelece, no seu Artigo 6º, que a Previdência é um direito e não uma “concessão governamental”. Ontem (26), CNBB e Centrais encaminharam a Maia documento contra o atropelo na tramitação das reformas.
Fonte: Repórter Sindical

