
Grupo quer que limite a juros cobrados por bancos se torne lei
16 de maio de 2022
Bradesco Financiamentos relata possível vazamento de dados de 53 mil clientes
16 de maio de 2022Uma das possíveis mudanças seria na contribuição mensal dos empregadores que cairia de 8% para 2%
A flexibilização das regras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), proposta pela equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro, quer diminuir o depósito mensal dos empregadores, de 8% para 2% do salário, e cortar a multa paga na demissão sem justa causa, de 40% para 20%.
O tema, porém, ainda não é consenso no Ministério da Economia. Isso porque o próprio titular da Pasta, Paulo Guedes, informou nesse sábado (14) que a proposta não vai avançar.
“Não teve e não terá [aval] porque a gente não vai mexer nessa legislação trabalhista que está aí. A gente queria criar uma alternativa, que era o regime verde-amarelo”, disse Guedes ao site Jota.
As mudanças no FGTS já foram aprovadas?
Não. À Folha de S. Paulo, um integrante do Ministério da Economia ponderou que a proposta ainda está sendo analisada e que não há qualquer decisão final sobre o tema.
O que as novas regras propõem?
A Pasta propõe cortar a alíquota de contribuição que os empregadores recolhem sobre o salário dos trabalhadores. Caso seja aprovada, o valor passaria de 8% para 2%. Além disso, o pacote cita a redução da multa paga na demissão de 40% para 20% do total do FGTS.
Qual o objetivo das medidas?
Um trecho do documento original justifica que a proposta de redução “não apenas reduzirá o custo da contratação de trabalhadores, como também contribuirá com a geração de novos empregos”.
Como as mudanças no FGTS podem favorecer a contratação de novos trabalhadores?
O documento também argumenta que a “redução pode aumentar a produtividade e a competitividade das empresas, uma vez que os empregadores terão recursos adicionais que poderão ser investidos tanto na capacitação de trabalhadores quanto na geração de novos postos de trabalho”.
Quem elaborou o plano?
As medidas foram redigidas ainda em abril deste ano pela Subsecretaria de Política Fiscal da SPE (Secretaria de Política Econômica), vinculada ao Ministério da Economia.
Atualmente, quais as regras vigentes sobre o FGTS?
Ao ser demitido sem justa causa, o empregado recebe o FGTS e multa de 40% sobre o saldo do benefício. O valor pode ser usado como entrada, para armotizar parcelas ou pagar a dívida do financiamento de uma casa.
O dinheiro também pode ser sacado em caso de doenças graves, como câncer e AIDS. Já no mês de nascimento, quem optou pelo saque-aniversário poderá ter acesso ao dinheiro.
Fonte: Diário do nordeste

