O MERCADO DE TRABALHO NO TRIMESTRE DA PANDEMIA

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O MERCADO DE TRABALHO NO TRIMESTRE DA PANDEMIA

Brazilian work document and social security document (carteira de trabalho) on white background

Pesquisa do IBGE mostra uma população com cada vez menos empregos. Foto: Carl de Souza/AFP

Força de trabalho caiu quase tanto quanto a população ocupada, após trabalhadores pararem de procurar novas vagas

(Daniel Duque*)

A Pnad Contínua de junho de 2020 mostrou o tamanho da crise no segundo trimestre do ano, que já captura todo período do pior momento da pandemia, tendo em vista que o primeiro caso confirmado no Brasil foi na metade de março. A pesquisa mostra uma população com cada vez menos empregos, com o número de ocupações 10 milhões abaixo do nível do mesmo período do ano passado.

Entre os trabalhadores que mais sentiram o impacto da pandemia, destaca-se aqueles no setor informal, com reduções chegando a mais de 15%. No entanto, também preocupa a redução de 1 milhão de trabalhadores no setor privado com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) entre o trimestre móvel de maio e junho, principalmente frente a um saldo de vagas no Caged (o registro de admissões e demissões, do Ministério da Economia) aparentemente mais brando no último mês, de queda de “apenas” 10 mil empregos formais.

Outro indicador que aparenta estar melhor do que deveria normalmente é a taxa de desocupação. Com uma queda de mais de 10% da população ocupada, é de se estranhar, a princípio, que a taxa de desemprego esteja em apenas 13,3%, ainda menor do que o até então pior período verificado na Pnad Contínua, no primeiro trimestre de 2017.

No entanto, deve-se notar que a força de trabalho caiu quase tanto quanto a população ocupada, reflexo do fato de os trabalhadores não procurarem novas ocupações, seja pelo medo da pandemia, pela percepção de falta de empregos na localidade, e porque estão recebendo o Auxílio Emergencial. Caso a força de trabalho (ocupados e procurando emprego) estivesse no mesmo nível do trimestre móvel de fevereiro, hoje a taxa de desocupação seria de 21,4%.

*PESQUISADOR DA ÁREA DE ECONOMIA APLICADA DO INSTITUTO BRASILEIRO DE ECONOMIA DA FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS (IBRE-FGV)

(Fonte: Estadão)

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