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18 de novembro de 2021O PIX, ferramenta de pagamentos desenvolvida pelo Banco Central completou 1 ano de funcionamento nesta terça,16. Mirando agora no futuro, o PIX poderá ser utilizado em operações sem conexão com à internet e em transações internacionais, segundo Roberto Campos Neto, presidente do BC. Mas, todas estas novidades ainda não possuem um prazo para começarem a vigorar.
O anúncio das novidades foi feito durante o discurso de Roberto em um evento especial promovido pelo BC para comemorar o aniversário de um ano do PIX.
Ele afirmou que a ferramenta de pagamento ainda não atingiu todo potencial que é capaz. “O uso do QR Code ainda depende de melhor assimilação da tecnologia pelos usuários”, disse.
Mesmo que algumas funcionalidade do PIX sejam dependentes da evolução tecnológica, Campos Neto disse que a evolução do sistema de pagamentos instantâneos, que opera 24 horas por dia e que permite a transferência de valores entre contas de instituições financeiras diferentes, já é revolucionário.
“A realidade superou as expectativas. O uso do Pix aumenta mês após mês. A velocidade de adoção é a mais rápida do mundo”, destacou.
Até o final do último mês, cerca de 7 bilhões de transações foram efetuadas via PIX, o que movimentou R$4 trilhões. No último dia 5 de novembro, o sistema bateu o recorde de diário de transações, com 50.045.289.
Ao final do mês de outubro, o PIX tinha 348,1 milhões de chaves cadastradas por 112,65 milhões de usuários, sendo 105,24 milhões de pessoas físicas e 7,41 milhões de pessoas jurídicas. No total, 62,4% da população com mais de 18 anos utilizou a ferramenta para enviar ou receber valores.
Neste período, eram 762 instituições financeiras cadastradas para operar o PIX e 87 em etapa de adesão. Entre essas instituições, estão os bancos, financeiras, instituições de pagamento, cooperativas de crédito e fintechs.
Em apenas um ano de lançamento, a ferramenta do BC, em quantidade de transações, ultrapassou os meios de pagamento tradicionais. Foram superados o TED (Transferência Eletrônica Disponível) e o DOC (Documento de Ordem de Crédito), no início deste ano. Já em março, o PIX ultrapassou o uso dos boletos bancários.
PIX saque e troco
Ainda neste mês, mais precisamente no dia 29, começam a operar as novas funcionalidade do sistema de pagamentos: PIX Saque e PIX Troco.
- Saque
Esta função permitirá que os usuários de qualquer instituição que participa do PIX efetuem saques em dinheiro em um dos pontos que oferecem o serviço.
Este serviço é válido para estabelecimentos comerciais, redes de caixas eletrônicos compartilhados e participantes do PIX com caixas eletrônicos próprios.
Para utilizar a novidade, o cliente deve fazer um Pix para o agente de saque, de maneira parecida à uma transferência normal, a partir da leitura de um QR Code mostrado ao cliente ou no aplicativo.
- Troco
Nesta função, o processo é bem parecido. A diferença é que o saque em espécie pode ser feiro durante o pagamento de uma compra em algum estabelecimento.
Já nesta modalidade, o Pix é feito pelo valor total (compra + saque). No extrato do cliente é possível conferir o valor correspondente ao saque e ao valor de sua compra.
Mecanismo Especial de Devolução
Em seu aniversário de um ano, o PIX, ferramenta de pagamentos do Banco Central, começa a contar com o Mecanismo Especial de Devolução. Ele vem para facilitar o estorno de valores caso seja detectada uma suspeita de falha operacional ou fraude.
Esta novidade já havia sido anunciada em junho pelo BC e agora em vigor, se junta as outras medidas de segurança do sistema.
- Como funciona?
A ideia é que o valor seja devolvido pela própria instituição em que o recebedor mantém conta, seja por vontade própria ou através de um pedido da instituição em que o pagador tem conta. Já existe um mecanismo semelhante, porém, ele só funciona caso o recebedor perceba algum erro.
Com esta novidade, apenas em casos de “fundada suspeita de fraude” ou em falhas operacionais, é que o valor será devolvido. Caso se trate de uma transferência por engano, o valor pode ser estornado pelo usuário recebedor.
O usuário que receber valores indevidamente, seja através de fraude ou de uma falhas operacionais, precisa ser notificado do débito em conta e a transação deverá aparecer no extrato de movimentações.
Fonte: FDR

