O novo presidente do banco é formado em Ciências Econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Osasco e possui diversas especializações na área de finanças em instituições como a Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral e IESE Business School.
Começou no Bradesco como office-boy em 1978. Passou por diversos cargos até tornar-se vice-presidente e presidente do Grupo Bradesco Seguros em 2017.
À frente do Bradesco, Lazari terá como principal desafio enfrentar a crescente digitalização dos serviços bancários. Com a concorrência cada vez maior de startups, as fintechs, o banco lançou, em junho do ano passado, o banco digital Next.
Diferente da grande maioria dos outros bancos digitais, o Next não tinha conta corrente e cartão de crédito gratuitos, o que claramente não funciona para atrair os jovens, principais clientes desse tipo de negócio. No mês passado, o banco voltou atrás e lançou um plano com essas gratuidades.
Além disso, existe a dificuldade de focar nesse tipo de iniciativa enquanto é preciso ainda atender clientes que não querem e não estão acostumados à tecnologia, algo com que as startups não precisam se preocupar.
No mundo físico, o banco ainda precisa capturar todas as sinergias que existem com o HSBC, comprado no ano passado por 16 bilhões de reais.
O Bradesco é conhecido como um ícone da eficiência – teve lucro líquido de 19 bilhões de reais em 2017, 11,1% a mais do que em 2016. Ainda assim, a queda de 4,3% na carteira de crédito em um ano mostra que nem tudo está perfeito.
O mercado também deve ficar mais competitivo se os juros bancários acompanharem a taxa Selic e baixarem. Em recente entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, Lazari disse que os bancos têm um ganho importante com a taxa de juros alta, “mas não adianta ser uma empresa rica num país pobre”.
Fonte – Revista Exame



