Nova batalha das maquininhas mostra que, para bancões, adquirência deixou de ser negócio por si

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Nova batalha das maquininhas mostra que, para bancões, adquirência deixou de ser negócio por si

O mercado de maquininhas caminha para uma nova configuração nos próximos anos: de um lado, estarão as empresas controladas por bancos, com capital fechado e maior flexibilidade para praticar preços mais baixos. De outro, as desafiantes do setor. Os conglomerados tradicionais têm o desafio de integrar dois legados distintos, enquanto as empresas independentes precisam desenvolver ofertas bancárias e atrair os clientes a elas. A batalha é, portanto, mais equilibrada do que parece à primeira vista.

A Rede, que pertence ao Itaú Unibanco, ultrapassou a primeira barreira: em 2023, assumiu a liderança do setor após a integração com o banco chegar às pequenas e médias empresas. Esse movimento levou cerca de quatro anos, intervalo em que o mercado de cartões ganhou um rival de peso com a chegada do Pix. Ainda assim, o mercado bateu R$ 1 trilhão em operações no quarto trimestre do ano passado, e a Rede processou 23,6% desse volume.

É essa integração que Bradesco e Banco do Brasil buscam para a Cielo, que desejam retirar da Bolsa aos moldes do que o Itaú fez com a Rede há 12 anos. Se a deslistagem for concluída, as três maiores forças do setor, grupo que inclui a Getnet, serão empresas sem acionistas minoritários e que poderão, em teoria, praticar preços mais baixos. Traduzindo: para estes bancos, a adquirência deixou de ser um negócio por si para se tornar uma ferramenta bancária.

O consultor e presidente da Boanerges & Cia, Boanerges Ramos Freire, afirma que o processamento de pagamentos virou uma porta de entrada, primeiro para o crédito e depois para outros produtos, como gestão de caixa e seguros. “Falta essas empresas avançarem mais fortemente na direção de se recriarem, e isso significa sair do mundo de pagamentos baseados em cartão”, diz ele.

“Temos que ter a visão de que o banco é muito maior do que o adquirente, e um banco concorre com o outro atraindo mais clientes”, afirma o sócio fundador da Colink Business Consulting, Edson Luiz dos Santos. “Quando o banco briga pelas contas das Pequenas e Médias Empresas (PMEs), o adquirente ajuda a adquirí-las, e não o contrário.”

Fonte: Infomoney

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