‘Nós queremos privatizar, mas não é tudo também, não’, diz Bolsonaro

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‘Nós queremos privatizar, mas não é tudo também, não’, diz Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse neste sábado, 20, que o governo mantém planos para avançar na agenda de privatizações, mas que “não é tudo” que será privatizado. Ele descartou, por exemplo, a privatização da Casa da Moeda do Brasil. Em mudança de discurso, Bolsonaro também afirmou que a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) não será privatizada “da forma que queriam”, mas não negou a possibilidade de venda do entreposto.

Em dezembro, Bolsonaro chegou a dizer que a Ceagesp não seria privatizada por “ratos” com o interesse de “beneficiar amigos”. Neste sábado, o mandatário mudou o tom. “Nós queremos privatizar, mas não é tudo também, não. Privatizar a Casa da Moeda? Negativo. Privatizar Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)? Para quê? Privatizar da forma como queriam a Ceagesp, não vai ser privatizada, pode ter certeza disso”, declarou ao falar com populares durante sua passagem por Campinas (SP).

A companhia é alvo de estudos do governo para a sua desestatização. No ano passado, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), anunciou um acordo com o governo federal para transferir a Ceagesp para outro endereço, às margens do Rodoanel Mário Covas e passar sua administração para a iniciativa privada.

O plano era facilitar o acesso de caminhões que diariamente abastecem o local com produtos agrícolas do Brasil todo. A negociação de Doria foi articulada com Salim Mattar, então secretário especial de Desestatização e Privatização, que deixou o cargo em agosto do ano passado insatisfeito pela paralisia do governo na agenda de privatizações.

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