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16 de novembro de 2022Além de péssimas condições de higiene e jornada exaustiva, trabalhadores não tinham registro. Segundo a Marinha, embarcação que bateu na ponte teve amarra rompida devido ao mau tempo.
Dois trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão do navio São Luiz, embarcação que bateu em um pilar de sustentação na Ponte Rio-Niterói na noite de segunda-feira (14).
O resgate aconteceu em novembro de 2021 e foi realizado por auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (SRT/RJ).
Segundo o documento da superintendência ao qual o g1 teve acesso, os trabalhadores estavam na embarcação da Navegação Mansur S/A em condições degradantes.
O primeiro obstáculo foi que a escada da embarcação estava sendo acionada manualmente pela falta de geradores de energia, causando “grande risco real de queda no embarque e desembarque do navio, colocando em risco a segurança e integridade física dos trabalhadores e da equipe de AFT e Agentes da PF.”
Os dois trabalhadores trabalhavam embarcados em uma escala de 15 dias embarcados e sete dias fora, das 8h às 0h.
Os dois trabalhadores relataram que nunca tiveram a carteira de trabalho assinada. Os agentes também afirmam que, segundo o depoimento dos trabalhadores, não havia “tampouco contrato assinado; que recebia R$ 1.000,00 por mês entre o 5º e 10º dia; que nunca recebeu 13º salário e nem férias”.
Piratas
Além das péssimas condições de higiene e da jornada exaustiva, os trabalhadores ouvidos pela superintendência do trabalho do Rio de Janeiro contaram que eram alvos de “piratas, grupos armados que invadem navios para saques e sequestro de tripulação”.
Segundo eles, os piratas “rondavam a embarcação durante toda a noite”.
Termo de ajustamento de conduta
Em dezembro de 2021, a Navegação Mansur S/A assinou dois termos de ajustamento de conduta com o Ministério do Trabalho.
Os dois trabalhadores, segundo os termos, deveriam receber uma indenização de R$ 81 mil, e a empresa ainda se comprometeu a não manter trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Os termos foram assinados pela procuradora regional do trabalho, o advogado da Navegação Mansur/SA e os próprios trabalhadores resgatados.
Ponte fechada
Segundo a Marinha, o navio está parado desde 2016 e teve uma “amarra rompida” “devido às condições climáticas extremas”.
A Ponte Rio-Niterói foi fechada, em ambos os sentidos, por volta das 18h25 de segunda. Após mais de 3 horas de interdição, a via foi liberada parcialmente.
O graneleiro São Luiz, que estava abandonado na Baía de Guanabara, foi levado pelo vento e se chocou contra a estrutura da ponte, perto de Niterói. Não há informação sobre feridos.
Fonte: G1

