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17 de agosto de 2025“Quero voltar a ser como antes”. Essa é uma frase que a ginecologista Maria Luiza Nagel ouve de suas pacientes que estão no climatério ou já estão passando pela menopausa. Isso porque esta é uma fase na vida de mulheres, que têm entre 45 e 55 anos, onde ocorrem mudanças significativas tanto físicas quanto mentais, que afetam, também, a produtividade e o foco no ambiente profissional, com as chamadas “névoas mentais”.
A especialista em menopausa conta que este período propriamente dito acontece quando a mulher fica 12 meses consecutivos sem menstruar. É nesta fase que a produção de folículos reprodutivos e a produção de estrogênio e progesterona, essenciais para a fertilidade, cessa. Entretanto, existe o climatério, uma fase de transição entre a vida reprodutiva da mulher e a menopausa, que inicia por volta dos 40 anos.
Nesta fase, a mulher pode sentir muitos sintomas relacionados à queda dos hormônios, confundidos, muitas vezes, com exaustão no trabalho, por exemplo. De acordo com dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 30 milhões de mulheres no Brasil estão vivendo na faixa etária do climatério e menopausa, o que representa por volta de 7,9% da população feminina.
Em Santa Catarina, não há dados específicos sobre quantas mulheres estão nessa fase, mas considerando a faixa etária de 45 a 54 anos, 504.923 mulheres podem estar passando pela menopausa ou climatério, segundo dados do Censo 2022 do IBGE.
Nestas idades, muitas mulheres estão no auge da carreira profissional, com conquistas sendo feitas e a estabilidade no trabalho se formando. Entretanto, o climatério e a menopausa podem ser grandes obstáculos. Fogachos — os chamados “calorões” —, lapsos de memória, esquecimento e irritabilidade são sintomas de ambos os períodos, e podem aparecer a qualquer hora do dia, inclusive no trabalho.
Fonte: NSC Total

