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16 de março de 2021
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16 de março de 2021Estudo do Dieese comparou dados sobre a inserção das mulheres no mercado de trabalho nos anos de 2019 e 2020. Desemprego entre as mulheres foi maior
No mês das mulheres, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançou um documento especial analisando dados sobre a inserção das mulheres no mercado de trabalho. A publicação compara dados dos terceiros trimestres de 2019 e de 2020 e mostra que o desemprego atingiu parcela expressiva de mulheres durante a pandemia.
Entre o 3º trimestre de 2019 e 2020, por exemplo, o contingente de mulheres fora da força de trabalho aumentou 8,6 milhões; a ocupação feminina diminuiu 5,7 milhões e mais 504 mil mulheres passaram a ser desempregadas, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC). A taxa de desemprego das mulheres negras e não negras cresceu 3,2 e 2,9 pontos percentuais, respectivamente, sendo que a das mulheres negras atingiu a alarmante taxa de 19,8%.
A combinação da pandemia com as crises econômica e social reforçou a distância salarial entre homens e mulheres. As mulheres continuam ganhando menos. Em 2019, a renda média da mulher era de R$ 1.974,00, enquanto a dos homens era de R$ 2.518,00. Um ano depois, a desigualdade continuou. A renda média da mulher passou para 2.191,00, mas a do homem subiu para R$ 2.694,00.
Veja a íntegra do documento
Dados estaduais
O documento também permite observar como essas diferenças se manifestam nas distintas regiões e nos estados brasileiros. Em relação ao Espírito Santo, enquanto a taxa de desocupação das mulheres era de 12,9% em 2019, em 2020 esse índice atingiu 15,5%. A desigualdade salarial também segue sendo uma realidade para as capixabas. Enquanto o rendimento médio para elas foi de R$ 2.401 em 2020, para os homens ele foi de R$ 2.390.
Nossa luta não pode parar
Para a diretora do Sindibancários/ES Claudia Garcia de Carvalho, os dados demonstram que, na medida que a pandemia atinge de forma particular as mulheres, seu combate também assume contornos essenciais para a luta feminista.
“A pandemia teve consequências em vários aspectos da vida das mulheres, para além da perda de familiares, amigos e pessoas queridas. Fomos as mais impactadas pelo desemprego, pela sobrecarga com o trabalho doméstico e de cuidados com os doentes, pela instabilidade econômica e por uma violência generalizada. Não à toa levantamos neste ano a bandeira da vacinação imediata e irrestrita para todos e o Fora Bolsonaro e Mourão. Como parte da nossa luta, temos que denunciar esse governo que despreza a vida e que só contribuiu para a ampliação da miséria e do conjunto de violências que sofremos todos os dias”, diz a diretora.
Fonte: Sindicato/bancários

