Mortes de jovens caem após câmeras corporais na PM, comprova estudo

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Mortes de jovens caem após câmeras corporais na PM, comprova estudo

Programa Olho Vivo é utilizado pela PM de São Paulo e foi atacado por Tarcísio durante campanha; letalidade entre crianças e adolescentes caiu 66,3%, desde 2019

A eficácia das câmeras corporais portáteis nas fardas da Polícia Militar de São Paulo foi comprovada por pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Os dados indicam que houve redução de 66,3% no número de crianças e adolescentes mortos no ano passado em comparação com 2019, quando as câmeras do chamado “Programa Olho Vivo” ainda não eram utilizadas. O projeto começou em 2020.

Dados computados entre 62 batalhões, que utilizam a tecnologia, dos 135 em todo o estado mostram:

  • 2017 (antes das câmeras): 177 mortes
  • 2019 (antes das câmeras): 102 mortes
  • 2022: 34 mortes

Quando os dados são comparados com o ano de 2017, a queda dos jovens (de 10 a 19 anos considerados na pesquisa) alcança 80%.

Outro dado trazido pelo estudo “As Câmeras Corporais na Polícia Militar do Estado de São Paulo: Processo de Implementação e Impacto nas Mortes de Adolescentes” mostra que a letalidade contra a população negra caiu 64%, apesar de que os negros continuam sendo as maiores vítimas de intervenções policiais: três vezes mais.

Apesar disso a redução na letalidade se manteve similar em comparação com brancos, em que a queda se manteve próxima, em 66,2%.

O que corrobora que as câmeras reduzem a letalidade de forma geral. No entanto, o problema de que ainda mais negros são mortos de forma absoluta continua, dadas as mazelas sócio-históricas que persistem no país.

 

Fonte : Terra

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