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Mais ricos estão correndo para bancos digitais, diz pesquisa

Entre os investidores, mais da metade (53%) mantém seus investimentos apenas em bancos ou plataformas digitais que não têm agência física.

Os bancos tradicionais estão perdendo espaço entre os consumidores das classes A e B. Segundo uma pesquisa encomendada pelo C6 Bank à Ipsos-Ipec, o número de brasileiros que pertence às classes mais altas e que têm apenas contas em bancos digitais (sem agências físicas) quase dobrou nos últimos três anos, saindo de 9% na edição do estudo em 2022 para 17% este ano, um aumento de oito pontos percentuais.

Segundo o levantamento, 59% do total de entrevistados já tem conta tanto em banco tradicional quanto em banco digital. A faixa etária de 25 a 34 anos lidera esse grupo, com 65% dos respondentes mantendo contas nos dois tipos de banco. Entre os mais velhos, com 60 anos ou mais, esse percentual cai para 50%.

A preferência também fica mista entre as novas gerações: entre os jovens de 16 a 24 anos, pouco mais da metade dos jovens (52%) têm conta nos dois tipos de instituição, enquanto 31% têm apenas contas em bancos digitais, contra 14% que mantêm conta apenas em bancos tradicionais.

A pesquisa foi realizada entre 27 de maio e 9 de junho de 2025, de forma online, e ouviu 2 mil pessoas com mais de 16 anos das classes A, B e C de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O levantamento também mostra que a maioria (69%) dos entrevistados concordam totalmente ou em parte com a seguinte afirmação: “Eu considero começar a usar/planejo continuar usando uma conta de banco digital nos próximos três anos.” Esse percentual sobe para 77% entre os mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos.

Quando apresentada a afirmação “eu me sinto ou me sentiria confortável em administrar minhas finanças de forma digital, por aplicativo ou internet banking”, (independente do tipo de banco),a maior parte (70%) disse concordar totalmente ou em parte com essa ideia; a concordância aumenta para 77% entre os respondentes com idade entre 25 e 34 anos.

Para a maioria dos entrevistados (66%), os bancos digitais também são percebidos com o melhor custo-benefício em comparação aos bancos tradicionais. No recorte das respostas das classes A e B, esse percentual aumenta para 71%.

Segundo Gustavo Torres, chefe de inovação e experiência do usuário do C6 Bank, os números refletem a busca crescente do brasileiro por conveniência e agilidade.

Fonte: Valor investe

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