
Mais jovens são os que mais buscam flexibilidade no trabalho, diz pesquisa
24 de outubro de 2023
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24 de outubro de 2023Ingressar no mercado de trabalho ainda é um enorme obstáculo para pessoas refugiadas. É o que revela o estudo “Mercado de Trabalho para Pessoas Refugiadas no Brasil”, realizada pelo Colettivo, em parceria com o Fórum Empresas com Refugiados, iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Pacto Global da ONU no Brasil, com a ONG Visão Mundial e participação da empresa Belgo Arames.
A pesquisa foi realizada por meio de formulário digital, de duas formas: envio da pesquisa diretamente para as pessoas por e-mail e entrevista presencial. No total, foram ouvidas 289 pessoas refugiadas dos seguintes países: Venezuela, República Dominicana, Colômbia, El Salvador, Cuba, Haiti, Angola, Nigéria, Moçambique, Marrocos e Afeganistão.
De acordo com o levantamento, mais da metade (55,7%) das pessoas deslocadas à força entrevistadas estão desempregadas, sendo que, das que estão trabalhando, cerca de 16,3% estão atuando de maneira informal, outros 14,9% de maneira formal e apenas 10,7% não estão trabalhando e não procuram emprego. Em relação aos que estão trabalhando, outro dado que chama atenção é que mais da metade (55,4%) não está atuando em suas áreas de formação ou experiência.
“Isso revela um grande espaço para inclusão e desenvolvimento, considerando que a realização pessoal e profissional muitas vezes está ligada à atuação na área de expertise”, explica Renan Batistela, Especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão na Vagas, que reforça que os profissionais muitas vezes possuem vasta experiência nas áreas em seu país de origem.
Fonte: Isto é emprego

