Itaú acusa ex-diretor de violar Código de Ética e processa executivo

Presidente da FEEBSC representa a CONTEC na 6° Conferência UNI Américas
6 de dezembro de 2024
Aumento das demissões por justa causa: o que está acontecendo?
9 de dezembro de 2024
Presidente da FEEBSC representa a CONTEC na 6° Conferência UNI Américas
6 de dezembro de 2024
Aumento das demissões por justa causa: o que está acontecendo?
9 de dezembro de 2024

Itaú acusa ex-diretor de violar Código de Ética e processa executivo

Caso, segundo o banco, envolve contratação de pareceres. Ex-CFO e sócio negam e dizem que vão buscar medidas judiciais

O ex-diretor financeiro do Itaú UnibancoAlexsandro Broedel Lopes está sendo acusado pelo banco de violar “gravemente o Código de Ética da instituição”. A instituição financeira diz ter encontrado “fortes indícios” de que a consultoria que fornecia pareceres ao banco tinha o executivo como sócio. Entre 2019 e 2024, informou o Itaú, foram identificadas 23 transferências bancárias somando R$ 4,86 milhões e que teriam sido direcionadas a Broedel.

Na última sexta-feira, o Itaú entrou com ação na Justiça em São Paulo para impedir que pagamentos ainda por vencer por pareceres contratados prescrevam, pedindo a reparação de danos de forma a reaver os valores suspeitos de desvio pelo ex-diretor financeiro.

As acusações ocorrem pouco após a demissão de Eduardo Tracanella, então diretor de Marketing, por mau uso do cartão corporativo. Os dois casos, porém, não estão ligados.

Broedel trabalhou no banco de maio de 2012 a julho deste ano, sendo como diretor financeiro desde 2021 até a sua saída. Ele pediu para deixar a companhia para assumir um cargo no Santander, na Espanha. Mas acabou desligado do Itaú em setembro, após a conclusão das investigações, enquanto estava em período de carência e ligado administrativamente ao banco, mas licenciado.

“Broedel Lopes ainda atuou em grave conflito de interesses, transgredindo as regras internas e as leis aplicáveis, usando irregularmente as alçadas do seu cargo, e nos últimos cinco anos, aprovou contratações de pareceres e pagamentos no valor total de R$ 13.255.000 — sendo 10.455.000 entre 2022 e 2024 —, para empresa ligada ao fornecedor do qual era sócio”, diz posicionamento do Itaú.

Fonte: O Globo

 

Os comentários estão encerrados.