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8 de novembro de 2018De acordo com um perito do INSS lotado no Distrito Federal, que preferiu não se identificar, há, sim, a possibilidade de apagão. Segundo ele, dezenas de postos sofrem com carência de peritos, o que faz com que o tempo de espera por uma data seja muito longo.
— Isso com certeza vai piorar, visto que hoje já enfrentamos dificuldades. imagina com quase 800 peritos a menos e sem previsão de concurso — disse.
Hoje, o órgão já sofre com déficit de médicos peritos nas agências. Segundo a ANMP, faltam cerca de três mil profissionais nos postos, visto que o ideal para o total de agências seria em torno de seis mil profissionais atuando nas perícias médicas, necessárias para a concessão de aposentadorias por invalidez e auxílios-doença.
De acordo com o presidente da ANMP, Francisco Alves, no entanto, os exames não serão prejudicados. Segundo ele, a melhor gestão da fila para agendamento de perícias otimizou o atendimento aos segurados nos últimos anos.
— Houve uma eficiente gestão da fila de agendamento de perícias médicas no INSS nos últimos anos. Para ter uma ideia, mesmo com 20% no aumento dos agendamentos, nos últimos três anos conseguimos reduzir a espera por atendimento de 50 para 20 dias.
Alves, porém, concorda com a necessidade de contratação de mais peritos para suprir carências em algumas regiões do país. Entretandto, destaca que não deverá haver processo seletivo para o INSS no ano que vem.
— Não deve ter concurso. Já existe esse pleito da ANMP e do INSS junto ao Ministério do Planejamento, mas não há indicativo de que teremos uma seleção — declarou.
O problema pode não se restringir às perícias, estendendo-se a todas as áreas do INSS e prejudicando ainda mais a concessão de benefícios. Segundo estimativas do próprio órgão, 55% dos servidores estarão aptos a se aposentar em janeiro de 2019, o que poderá levar a um total apagão na prestação de serviço.
A possibilidade de aposentadoria em massa aconteceu porque, durante a greve dos servidores do INSS, em 2016, ficou acordado que 100% da gratificação por desempenho, pago a quem está na ativa, seriam incorporados à aposentadoria, a partir de janeiro de 2019. Portanto, o estímulo de ficar na atividade deixará de existir a partir do ano que vem.
Fonte – Extra O Globo

