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Greves aumentaram em 2022

RIO DE JANEIRO, RJ, 18.08.2020 - GREVE-CORREIOS-RIO - Protesto realizado por profissionais dos Correios no centro do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (18). Cerca de 100 mil funcionários dos Correios em todos os Estados entraram em greve contra a retirada de direitos, a privatização da empresa e a ausência de ações para proteger empregados na pandemia (Foto: Paulo Carneiro/Photo Press/Folhapress)

Dieese indicou 1.067 greves em 2022 e 721 em 2021, alta de 48%

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicou que o Brasil teve 1.067 greves em 2022, alta de 48% frente ao ano anterior. Foram 721 em 2021.

O dado mostra que os movimentos sociais conseguiram se reerguer de alguma forma depois da fase mais aguda da pandemia (2020 e 2021). Do volume total, as paralisações de 2022 foram concentradas em 3 grupos, sendo 2 ligados ao funcionalismo (saúde e educação) e outro misto (motoristas de empresas de transporte coletivo).

Houve 634 paralisações de funcionários públicos e de empresas estatais no ano passado. Uma das categorias que se mobilizaram fortemente no decorrer do ano foi a dos professores. De acordo com o Departamento, há 2 fatores principais que sustentam esse aumento do número de greves no país:

1) taxa de crescimento modesta da economia;

2) setor público federal sem conceder aumentos relevantes de salários há cerca de 4 anos. Com anos de inflação alta e reajustes mínimos nos salários, os trabalhadores, sobretudo do setor público, estão mais propensos a protestar.

Os principais motivos das greves foram: reajuste salarial, piso salarial, alimentação, assistência médica, transporte, salários atrasados, melhores condições de trabalho, e melhoria dos serviços públicos.

 

Fonte: Dieese

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